França caça hackers que invadiram refrigeração de mercados do país
A ausência de uma reivindicação de responsabilidade ou de um pedido de resgate intrigou os investigadores franceses, segundo uma fonte com conhecimento da investigação. Normalmente, grupos de hackers tendem a buscar rapidamente monetizar seus ataques ou reivindicar a autoria deles para fins políticos.
O ataque, que alterou manualmente as temperaturas das geladeiras em redes de supermercados como Carrefour, Monoprix, Intermarché e Coopérative U, parece ter sido fácil de executar, disseram três especialistas em segurança digital à Reuters.
Software desatualizado
A agência de segurança eletrônica da França afirmou que a violação afetou refrigeradores que utilizavam software da empresa dinamarquesa Danfoss, bem como programas das empresas Copeland e Dixell.
Na segunda-feira, a Danfoss informou que muitas das unidades afetadas haviam chegado ao fim da vida útil e não recebem mais atualizações de software ou de segurança ou estavam operando com firmware desatualizado. A empresa afirmou ter recomendado aos clientes que mantenham os sistemas compatíveis atualizados com o firmware mais recente e que migrem os sistemas legados para soluções da geração atual.
A empresa se recusou a fazer mais comentários nesta terça-feira. Um porta-voz da Copeland, proprietária da Dixell, se recusou a confirmar a informação e afirmou que a principal prioridade da empresa é proteger as operações dos clientes.





