Estrangeiros retiram R$ 11,93 bilhões da B3 em apenas 7 pregões de agosto
Relatório do JPMorgan foi gatilho para fortes retiradas em apenas um dia. Os investidores estrangeiros retiraram R$ 4,7 bilhões em ações da B3 no pregão de 11 de agosto. No pregão, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3, caiu 2,50%. Foi nesse dia que o banco americano rebaixou a recomendação do Brasil de overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente a compra) para neutro, mencionando que o ciclo de flexibilização monetária está chegando ao fim, ao mesmo tempo que o crescimento econômico desacelera e o ciclo de crédito se deteriora.
Principal ponto de atenção está na velocidade da saída em relação ao número de pregões já transcorridos. Caso esse movimento persista, o mês poderá ampliar significativamente a retirada de capital estrangeiro registrada no segundo semestre e reforçar a mudança de comportamento observada ao longo de 2026. Einar Rivero, sócio fundador da Elos Ayta
Fluxo estrangeiro é importante indicador da percepção internacional sobre os ativos brasileiros e tem impacto direto sobre a liquidez e a formação de preços na B3. Por isso, a evolução dos próximos pregões será fundamental para determinar se a saída registrada até o dia 11 representa um movimento pontual ou o início de um período mais prolongado de redução da exposição dos investidores internacionais à Bolsa brasileira.
Ibovespa sofre para reagir após seis pregões seguidos de baixa. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 chegou a subir hoje, cerca de 0,56% às 11h, para 168.433 pontos, mas perdeu força e passou a recuar com falta de fluxo de compra. O Ibovespa cedia 0,17% às 15h, para 167.205 pontos, menor patamar desde 20 de janeiro.
Bolsa brasileira atravessa ciclo negativo com saída de recursos estrangeiros. A tendência é influenciada pela atuação dos investidores internacionais, que respondem por cerca de 60% do giro diário de negócios.
No início do ano entrou muito fluxo, com investidor estrangeiro comprando barato. Agora, com cenário de incerteza provocado por dúvidas sobre qual será o próximo governo, sobre se a guerra vai acabar ou não e sobre qual será o patamar de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Com tudo isso, quem aloca dinheiro nesse momento vê sentido em ficar fora da Bolsa. Gabriel Mota, especialista em renda variável da Manchester Investimentos





