entidades denunciam marketing perto de escolas em SP
Os promotores chegavam cerca de 15 minutos antes da saída dos alunos e faziam perguntas e respostas. Eles também distribuíam brindes com o logotipo da rede social e tatuagens temporárias.
As organizações afirmam que a campanha viola o Código de Defesa do Consumidor por explorar a deficiência de julgamento e experiência de crianças. Elas pedem que o Ministério Público apure a conduta, cobre esclarecimentos da Meta e determine o fim imediato das ações em ambientes escolares. Além disso, a denúncia afirma que não houve autorização da direção das escolas nem de seus responsáveis.
Além de ter sido direcionada de forma ilegal e abusiva, o conteúdo da publicidade é também altamente questionável, uma vez que as proteções oferecidas pelas contas de adolescentes no Brasil estão aquém das acordadas nos processos judiciais dos EUA, as quais, por sua vez, estão aquém do que determina o ECA Digital
João Francisco Coelho, advogado do Instituto Alana, em comunicado
As entidades também pedem multa, outras sanções cabíveis e o envio de eventual procedimento administrativo à ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados). O Ministério da Justiça e Segurança Pública classifica o Instagram como aplicativo não recomendado para menores de 16 anos.
Em nota, a Meta diz que informar a sociedade sobre recursos disponíveis faz parte do compromisso da empresa com o ECA Digital. A companhia cita ainda que a “ativação educativa faz parte de uma campanha mais ampla direcionada a adolescentes, pais e responsáveis”.
Estamos comprometidos com a segurança dos jovens e direcionamos adolescentes para experiências adequadas à sua faixa etária por meio das Contas de Adolescente, nas quais eles recebem automaticamente proteções padrão que limitam quem pode entrar em contato com eles, o conteúdo que veem e o tempo que passam no Facebook e no Instagram
Meta, em nota enviada a Tilt





