Efeito dos juros se espalha, e queda do PIB no 3º trimestre entra no radar - FlaNotícias
Últimas Notícias

Efeito dos juros se espalha, e queda do PIB no 3º trimestre entra no radar


Em julho, as vendas no comércio brasileiro encolheram 0,1% ante junho, na comparação dessazonalizada, segundo o Iget, calculado pelo Santander em parceria com a Getnet. O indicador, estimado com base nas vendas de estabelecimentos credenciados à adquirente, tenta antecipar a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE. Já o Idat, indicador proprietário de atividade do Itaú, caiu 0,5% em igual comparação.

Também na abertura do terceiro trimestre, o fluxo pedagiado de veículos nas estradas ficou estável na comparação mensal, de acordo com medição da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) em parceria com a Tendências. Ao mesmo tempo, os índices de confiança do consumidor e empresarial da Fundação Getulio Vargas (FGV) cederam em julho ante junho, e seguem longe do patamar de 100 pontos, linha divisória entre pessimismo e otimismo.

Economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale diz que a perda de dinamismo da economia já estava contratada, diante do patamar bastante contracionista, e por período prolongado, da Selic. A dúvida é qual seria o ‘timing’ em que o aperto das condições financeiras seria transmitido à atividade com maior intensidade, diz Vale, o que ficou mais evidente no segundo trimestre e deve se aprofundar à frente.

“O segundo trimestre, na margem, deve mostrar uma desaceleração evidente, caminhando para uma possível queda do PIB no terceiro trimestre”, avalia o economista, observando que os primeiros números de julho, ainda incipientes, apontam enfraquecimento maior. “É uma economia que já perdeu tração no segundo trimestre, e é difícil imaginar que tenha reversão disso no terceiro e quarto trimestres”.

Um mapa de aquecimento elaborado pelo Bank of America (BofA), que inclui os principais dados econômicos mensais conhecidos para junho e julho, sustenta a visão do banco de que a atividade econômica arrefeceu de forma mais espalhada no período. De 10 dados acompanhados já disponíveis para o mês passado, três ficaram no campo negativo, enquanto quatro tiveram variação praticamente nula. Em junho, 6 deles recuaram.

Segundo a equipe de economia e estratégia chefiada por David Beker, os indicadores de alta frequência sugerem que “a tão esperada desaceleração no Brasil finalmente está se consolidando”, na medida em que a política monetária apertada está fazendo mais efeito justamente quando o impulso de medidas fiscais e creditícias está começando a se dissipar.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

0

About Us

A digital magazine committed to exploring the stories that inform, inspire, about lifestyle, politics, and the world.

Categories

Top Posts

Newsletter

Instagram

0