Economia com mistura de etanol à gasolina pode chegar a US$ 223 mi
Importações podem cair 13,7%. Pedro Rodrigues, sócio da consultoria energética Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), estima uma redução de 33,6 bilhões para 33,1 bilhões de litros no consumo de gasolina pura no Brasil ao longo de seis meses da vigência inicial da medida. Em um ano, isso significaria reduzir as importações em cerca de 1 bilhão de litros. Segundo dados de maio da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o Brasil importa cerca de 3,6 bilhões de litros de gasolina pura por ano, aproximadamente 10% do que consome.
Há espaço para uma diminuição de até 13,7% nos níveis de importação para o ano corrente, com uma economia estimada em US$ 223,05 milhões, considerando o período de validade da medida, de 180 dias, e o preço da gasolina regular no Golfo de US$ 145,78 por barril.Pedro Rodrigues, sócio do CBIE
Medida impacta também o mercado do etanol. Pelos cálculos de Rodrigues, o consumo de etanol anidro com a maior mistura na gasolina passaria de 14,4 bilhões para 14,9 bilhões de litros. “As usinas devem passar a destinar a maior parte da capacidade de produção a etanol anidro, movimento que pode ser confirmado pelo volume recorde de produção observado em maio, quando foram produzidos 2,5 bilhões de litros desse biocombustível, um crescimento de 77,4% em relação ao mesmo período de 2025”, observa o analista.
Maior demanda pode impactar os preços. “O preço do etanol hidratado pode sofrer pequenos aumentos à medida que o etanol anidro ganha maior relevância e a demanda global por etanol anidro e hidratado cresce”, acrescenta Rodrigues.





