Eco Invest mobiliza R$140 bi, mas há barreiras a pequenos produtores
Conseguimos levantar R$ 45 bilhões em investimentos com cerca de R$ 6,8 bilhões de dinheiro público.
Mário Gouvêa, integrante do Comitê Executivo do Eco Invest
Cerca de R$ 40 bilhões do primeiro leilão já teriam se convertido em investimentos. Segundo Gouvêa, isso inclui biorrefinarias de etanol de milho e projetos de saneamento.
Na linha de financiamento para recuperar terras degradadas, os bancos trabalham na primeira parcela dos recursos, o que corresponde a 25% do total. Os 75% restantes ainda precisam chegar às instituições financeiras para, depois, serem transformados em operações para produtores e empresas.
O governo ofereceu uma linha do Fundo Clima com juros de 1% ao ano, mas exigiu participação privada. Para cada parte de dinheiro público, as instituições deveriam acrescentar pelo menos cinco partes de recursos captados no mercado.
Essa combinação é chamada de ‘blended finance’. A lógica é misturar uma fonte mais barata, porém limitada, com capital de mercado mais abundante. A taxa final não fica em 1%, mas tende a ser inferior àquela que o projeto encontraria sem a participação pública.
Com o quinto leilão, anunciado em maio, o programa deve chegar a R$ 200 bilhões. Na época, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o volume de mobilização chegaria próximo de 1,5% a 2% do PIB (Produto Interno Bruto).





