Dólar cai a R$ 5,218 e Bolsa tem forte alta com desaceleração americana
Dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos influencia mercados globais. A taxa de desemprego do país subiu a 4,2% em setembro, ante 4,1% em agosto, segundo relatório divulgado pelo Departamento do Trabalho, maior que a estimada pelos analistas.
Outra coisa que chamou a atenção foi o crescimento dos salários. Era esperado um avanço de 0,3%, mas veio um crescimento de apenas 0,1%, mostrando uma desaceleração. Esse avanço ficou inclusive abaixo da inflação. William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue
Agentes de mercado ajustam apostas nos juros americano. O indicador de trabalho nos Estados Unidos é uma das principais referências do Fed (Federal Reserve), Banco Central americano, para definir a taxa de referência no país. No último encontro de política monetária, o órgão elevou as taxas pela primeira vez desde 2023.
O resultado fraco, somado às revisões negativas, mostra um mercado de trabalho menos aquecido do que sugeria o dado de agosto. O quadro tende a reduzir a pressão por novas altas de juros, com o crescimento dos salários também perdendo força. Por outro lado, o desemprego segue baixo e a inflação continua bem acima da meta de 2%, o que deixa o Fed, que acabou de elevar os juros, diante de uma situação delicada e faz o mercado mudar suas apostas de juros. Agora, a expectativa é de manutenção de juros no próximo Fomc e aumento somente na última reunião do ano. Vitor Kayo, economista sênior da Nomad
Com a economia desacelerando e provável manutenção dos juros nos Estados Unidos, muitos investidores recorreram às Bolsas de mercados emergentes.
Mercado faz também ajustes na última sessão antes do primeiro turno das eleições gerais no Brasil. Ontem, o VIX Brasil, indicador que mede a expectativa de volatilidade do mercado acionário brasileiro, ao fechar em 32,39 pontos. O nível é o maior desde o lançamento do índice, em 19 de março de 2024, e reforça o ambiente de maior incerteza entre os investidores, informou a Bolsa.





