Dólar cai a R$ 5,08, e Bolsa recua com petróleo novamente abaixo de US$ 100
O alívio nas negociações sobre a guerra no Oriente Médio reduz momentaneamente a busca por proteção, enquanto o elevado diferencial de juros brasileiro continua oferecendo suporte ao real. Fábio Murad, sócio e fundador da Ipê Avaliações
O Ibovespa também caiu. O índice de ações mais negociadas na B3 cedia 1,44%, marcando 174.185 pontos, faltando 20 minutos para o fim da sessão. Na semana, o indicador oscilou entre a mínima de 173.325 pontos e a máxima de 177.547 pontos.
Preço do petróleo se acomoda após superar US$ 100. A cotação dos contratos do Brent, referência internacional para o combustível, com entregas previstas para setembro recuou 3,88%, para US$ 96,78 por barril. A variação momentânea interrompe a sequência que fez o preço do petróleo saltar 14,3% devido ao recrudescimento do conflito entre Estados Unidos e Irã. Já o petróleo WTI (referência nos EUA) para setembro fechou em queda de 3,12%, a US$ 89,31 por barril.
EUA apresentaram nova proposta de cessar-fogo. Ainda sem detalhes, a iniciativa pelo fim do conflito será mediada pelo primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi.
O recuo do petróleo para níveis abaixo de US$ 100 reduz uma importante fonte de pressão inflacionária global e tende a aliviar parte do prêmio de risco incorporado à curva de juros. Valdir Piran Jr., CEO da Intra Asset
No cenário doméstico, mercados acompanharam fala de Gabriel Galípolo. O presidente do Banco Central disse hoje em evento da XP que o impacto da IA na inflação preocupa mais que o El Niño. “Existem aqueles que entendem que inicialmente a IA é inflacionária porque pressiona o investimento, que é um componente da demanda”, afirmou.





