Dólar abre em alta, a R$ 5,20, com petróleo caro e inflação no radar
A moeda brasileira segue sensível à combinação entre o comportamento do petróleo, os rendimentos dos Treasuries e o noticiário político. A proximidade do primeiro turno tende a aumentar a volatilidade, especialmente diante das novas pesquisas e dos debates previstos para a semana. Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora
No exterior, preço do petróleo volta a subir e superar US$ 100 já em dezembro. Os contratos de Brent para dezembro, referência internacional mais negociada para o combustível, com entregas previstas para novembro, subiam 2,7% a US$ 100,08.
Bolsas americanas são pressionadas por petróleo. Os índices futuros de Wall Street registram queda hoje. Agentes econômicos temem que o encarecimento dos combustíveis alimente inflação e leve o Fed (Federal Reserve), Banco Central americano, a elevar mais uma vez a taxa básica de juros no país.
No ambiente doméstico, mercado ajusta projeções após aceleração da inflação. O IPCA-15, que antecede o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), usado pelo Banco Central como principal referência para a política monetária, subiu 0,7% em setembro, elevando o acumulado em 12 meses para além do teto perseguido pelo Banco Central. Isso impactou o Boletim Focus, pesquisa semanal com uma centena de profissionais do setor financeiro: projeções para inflação ao fim deste ano subiram para 4,99%.
Principal índice de ações da Bolsa brasileira busca reação após três quedas seguidas. O Ibovespa recuou 0,3% na sexta-feira, para 183.476 pontos, cedendo 1% em cinco pregões.
Desempenho mostra menor apetite do capital externo pelas ações brasileiras. Após entradas líquidas de R$ 4 bilhões nas sessões de 18 a 22 de setembro, o saldo das aplicações dos estrangeiros ficou negativo em R$ 600 milhões desde 23 de setembro.
Estrangeiros representam 60% do giro diário da Bolsa brasileiro. Por isso, a atuação desse grupo tem potencial para determinar o viés no mercado local de ações.





