Com quase 600 mil voluntários, Paraná lidera cadastros de medula óssea na região Sul - FlaNotícias

Com quase 600 mil voluntários, Paraná lidera cadastros de medula óssea na região Sul


O Paraná concentra 10% de todos os doadores voluntários de medula óssea do Brasil, contabilizando 597.621 pessoas cadastradas. O número, que também representa metade dos voluntários de toda a região Sul do país, foi divulgado pelo Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) em alusão ao Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, celebrado neste ano em 19 de setembro.

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Apenas nos primeiros meses de 2026, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) já registrou 3.158 novos cadastros em suas unidades, reforçando a importância do ato de solidariedade que, muitas vezes, representa a única chance de cura para diversas doenças sanguíneas, como leucemias, anemias graves, problemas autoimunes e condições genéticas raras.

O transplante de medula óssea entra em cena quando o paciente não encontra um doador compatível dentro da própria família. Nesses casos, o médico responsável insere as informações do paciente no sistema do Redome, que realiza o cruzamento de dados genéticos com os voluntários cadastrados em todo o território nacional, encurtando distâncias entre quem precisa e quem pode doar. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Paraná realizou 267 transplantes de medula de janeiro a agosto de 2026, incluindo doações aparentadas, não aparentadas e autólogas, nas quais o paciente doa para si mesmo. No ano passado, foram registrados 294 procedimentos totais no estado.

Para se tornar um doador no Paraná, o interessado deve procurar uma unidade do Hemepar, ter idade entre 18 e 35 anos, apresentar um documento oficial com foto e não possuir doenças impeditivas, como hepatites B e C, HIV ou problemas autoimunes. O cadastro é simples e exige a coleta de apenas 5 ml de sangue para a realização do teste de compatibilidade genética. Os especialistas destacam que, além do cadastro inicial, é fundamental que os voluntários mantenham suas informações de contato atualizadas pelo site ou aplicativo do Redome, garantindo que sejam localizados caso o sistema aponte compatibilidade com algum paciente. Os doadores permanecem no banco de dados e podem ser acionados para a doação até completarem 60 anos.

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Uma particularidade do transplante de medula óssea é a possibilidade de contato entre o doador e o receptor, algo que a legislação brasileira e as normas éticas proíbem nos casos de doação de órgãos sólidos. O processo, no entanto, é rigorosamente intermediado pela equipe do Redome e segue prazos e regras específicas. Seis meses após o procedimento, o doador pode receber informações básicas sobre o estado de saúde do paciente que recebeu sua medula. Após um ano e meio, caso seja um desejo consensual entre ambas as partes, pode ser promovido um encontro presencial.

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