colunistas debatem identidade na seleção
Arnaldo Ribeiro levou a discussão para a pressão por títulos e lembrou que, em outros ciclos, o discurso do ‘ganhar de qualquer jeito’ também apareceu. Na visão dele, a cobrança cresce com o jejum e com o risco de a Argentina ampliar a vantagem simbólica em Copas.
Depende muito do que for mais importante a partir de agora: se é reencontrar ou encontrar uma identidade de jogo, ou quebrar o jejum de títulos. Porque às vezes essas coisas são excludentes. Essa discussão agora é amplificada para a próxima Copa porque não serão mais 24 anos sem ganhar como em 94, serão 28.
Arnaldo Ribeiro
Trajano discordou da ideia de que uma seleção possa ‘perder com orgulho’ uma final e disse que, para o torcedor brasileiro, o peso do resultado costuma engolir qualquer narrativa de estilo. Ele também minimizou metas como Copa América e liderança nas Eliminatórias.
A derrota é sempre uma tragédia. Tudo que nós estamos valorizando, a maneira de jogar, a garra, não sei o quê, vai por água abaixo na hora de uma final de Copa do Mundo com a derrota. Brasileiro só vai se conformar, fazer as pazes com a seleção e com o futebol brasileiro, se ganhar uma Copa do Mundo.
José Trajano
Mauro ponderou que o impacto da derrota pode variar conforme o roteiro do jogo e citou que eliminações traumáticas deixam marcas mais profundas do que uma final equilibrada. Ainda assim, ele voltou ao ponto inicial: sem identidade e sem direção, a discussão tende a se repetir.
A não ser que seja uma goleada, um 7 a 1, uma coisa humilhante, eu imagino que quem perder, perdendo 2 a 1, 1 a 0, um jogo equilibrado, não ficará tão machucado. O Brasil não tem nada, gente. Hoje não tem nada. Vai seguir nessa discussão eternamente.
Mauro Cezar Pereira
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