CMOs falam sobre pressão e mandatos mais curtos
O papo teve a participação de Dani Waks, vice-presidente de marketing da Ambev; Juliana Cury, CMO do Itaú Unibanco; e Renata Gomide, vice-presidente de marketing do Grupo Boticário. Para os três, a resposta é a mesma: marketing é área de negócio e precisa, sim, ser tratado dessa forma.
“Para mim não existe marca e negócio, comunicação e negócio. Existe o negócio e pronto”, afirmou Renata. Segundo ela, a valorização do CMO é maior da porta para fora, com mais exposição em redes sociais e eventos. Da porta para dentro, o papel depende do profissional e da empresa.
No Grupo Boticário, ela responde por estratégia, produto, comunicação, participação de mercado e margem, além de ajudar a desenhar os próximos cinco anos do grupo.
Quem não está (ou quer ser) protagonista, talvez não esteja na cadeira certa.
Renata Gomide, VP do Grupo Boticário
Juliana, do Itaú, descreveu a transformação do setor financeiro. Há 15 anos, o marketing era orientado à comunicação e a um papel institucional. Hoje, atua com as áreas de tecnologia e de segmentos na diferenciação de produtos, na hiperpersonalização da proposta de valor e na geração de receita, com times mais multidisciplinares.
Waks, da Ambev, lembrou que o marketing sempre teve que olhar os “quatro Ps” (preço, produto, praça e promoção) e, não, só comunicação. “Enquanto formos seres humanos, a área de marketing é uma área de negócio”.





