China aprova lei anticorrupção transfronteiriça – 06/11/2026 – Mundo
A China aprovou nesta sexta-feira (6) uma nova lei que visa combater a corrupção transfronteiriça, uma medida que expande a campanha do Partido Comunista Chinês contra o crime.
Segundo a imprensa estatal, o objetivo da lei “é prevenir e punir a corrupção transfronteiriça, aprofundar a cooperação internacional no combate à corrupção, salvaguardar a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento”.
A publicação também afirma que a legislação visa promover a construção de um sistema de governança anticorrupção global justo.
Em artigo publicado no dia anterior no Diário do Povo, a principal autoridade anticorrupção da legenda, Li Xi, detalha como a China quer transformar o combate à corrupção transfronteiriça em uma estrutura jurídica própria, ampliando sua capacidade de localizar suspeitos, impedir fugas e recuperar dinheiro no exterior.
“Com a consciência de que está em jogo a própria sobrevivência do Partido e do Estado, conduzir a luta contra a corrupção com o senso de missão de ‘ofender milhares de pessoas, mas não falhar com 1,4 bilhão’”, escreveu, em referência ao tamanho da população chinesa.
A aprovação é mais um passo da campanha anticorrupção do líder do regime, Xi Jinping, que tornou o combate ao crime uma de suas principais marcas.
Na semana passada, após a conclusão de uma plenária do PC Chinês que teve como foco a disciplina partidária, um comunicado confirmou a expulsão de 33 militares e políticos da sigla. Na mesma ocasião, o partido adotou uma decisão que enfatiza a “perseverança na autogovernança plena e rigorosa” na legenda.
O comunicado emitido após a plenária, uma das mais importantes antes do Congresso Nacional do partido, no ano que vem, afirma que “a gestão rigorosa dos funcionários é a chave para a autogovernança plena e rigorosa do partido” e reforça a necessidade de formar quadros de “alto calibre”, politicamente firmes, altamente capazes, de boa conduta e com “disciplina rigorosa”.
A campanha anticorrupção tem sido uma das marcas da gestão de Xi como secretário-geral do partido, e é vista como uma forma de centralizar o poder do mandatário sobre o Exército de Libertação Popular.
A Comissão Militar Central, órgão máximo de governança das Forças Armadas, teve cinco de seus sete membros expulsos, restando apenas o próprio Xi e Zhang Shengmin, uma das peças-chaves por trás dos expurgos no grupo, promovido ao Politburo durante a plenária.





