Casas Bahia diz buscar solução para crise, mas nega empréstimo de R$ 1 bilhão
A empresa avalia renegociar impostos e liberar depósitos na Justiça para reforçar o caixa. A companhia informou que estuda usar transações tributárias e resgatar parte de depósitos trabalhistas e previdenciários, medidas que já constavam no pedido de recuperação judicial apresentado no último domingo (16).
A varejista admitiu o fechamento de lojas menos rentáveis e as demissões como parte de sua reestruturação. No entanto, a empresa informou à CVM que, por serem medidas muito recentes, ainda não tem a dimensão exata de custos e economias gerados com as demissões e desativações.
Reestruturação
O pedido de recuperação judicial ocorreu meses após uma reestruturação que reduziu a dívida financeira da empresa. A Casas Bahia converteu debêntures (títulos de dívida) em ações, tornando a Mapa Capital a controladora e reduzindo a alavancagem para 0,5 vez o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
Apesar de gerar R$ 800 milhões em caixa no segundo trimestre, a companhia dependeu fortemente da redução de estoques. A diminuição de R$ 1,15 bilhão nos estoques foi uma estratégia pontual de liquidez que não poderia ser repetida indefinidamente, forçando a busca por novas fontes de recursos.





