Carlos Mendes defende criação de contorno ferroviário e critica dependência de Apucarana a grandes polos - FlaNotícias

Carlos Mendes defende criação de contorno ferroviário e critica dependência de Apucarana a grandes polos


A retirada dos trilhos de trem de áreas urbanas de Apucarana e região, a reinserção do Vale do Ivaí na rota logística do Paraná e a adoção de um modelo técnico de mandato são as principais apostas de Carlos Mendes, candidato a deputado estadual pelo Cidadania. Com mais de duas décadas de atuação no serviço público municipal, o gestor participou da sabatina promovida pela Tribuna do Norte e pelo TNOnline, na qual detalhou suas propostas para a infraestrutura, desenvolvimento regional e educação.

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Com 15 anos de experiência no Instituto de Desenvolvimento, Pesquisa e Planejamento de Apucarana (Ideplan), onde foi de assessor a diretor-presidente, Mendes afirma que obras complexas, como o contorno ferroviário, dependem de articulação política alinhada às novas concessões de pedágio. Ele citou o exemplo do Estado de São Paulo, que conseguiu viabilizar sete contornos do tipo por meio de negociações com concessionárias.

Apucarana ocupa a terceira posição no ranking estadual de acidentes envolvendo trem, o que torna a obra urgente. “A questão é ter um bom projeto. Isso já foi feito lá atrás. Tem que ser atualizado. Tem que ter uma negociação política. Porque, na hora em que a concessão sair, eles vão escolher alguns lugares onde eles vão fazer os contornos. Apucarana sozinha não vai fazer. Isso aí é impossível. Agora, a concessionária que assumir, ela fará. É a mesma coisa com as rodovias”, explicou.

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Outro ponto central do discurso de Mendes é a necessidade de Apucarana assumir seu papel de liderança no Vale do Ivaí, em vez de se manter à sombra de outras regiões metropolitanas. Ele argumenta que o traçado de rodovias como a PR-444 e a PR-445 isolou logisticamente a região. Para reverter o cenário, propõe a duplicação do acesso entre Pirapó e Caixa de São Pedro e o mapeamento das potencialidades econômicas de municípios menores, incentivando o cooperativismo e a compra direta dos produtores locais para a merenda escolar.

“Um dos grandes erros de Apucarana é olhar muito para Londrina e para Maringá e não olhar para o Vale do Ivaí. Os nossos políticos erraram muito nisso. Nós temos que valorizar o Vale do Ivaí e temos que pensar o seguinte, de Apucarana a Guarapuava são 260 quilômetros pela Rodovia do Milho. De Apucarana a Ponta Grossa são 250 quilômetros pela BR-376. Essa região aqui de 130 quilômetros é onde a gente tem que ter influência, porque essa região foi abandonada e esquecida por Londrina e Maringá. Eles ficaram com o eixo. Tanto é que fizeram a PR-444 e a PR-445. Tiraram a gente da logística. A PR-444, que passa pelo fundo de Apucarana, e a PR-445, que passa fora. Ou seja, tiraram o Vale do Ivaí da logística do Estado do Paraná. Isso nos prejudicou muito”, detalhou.

Na área da educação, o candidato criticou as políticas públicas que focam apenas em índices de aprovação, gerando o que classificou como uma legião de analfabetos funcionais. Casado com uma professora, ele defende a autonomia dos docentes em sala de aula e a necessidade de formar alunos com pensamento crítico. “A educação tem que voltar para a mão do professor. A educação hoje está na mão de muita gente, de muito político, e estão ouvindo poucos professores”, pontuou.

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AutorCarlos Mendes é candidato a deputado estadual pelo Cidadania – Foto: Adry Freitas

Ao avaliar sua entrada na disputa eleitoral, Mendes destacou seu perfil técnico. Ele iniciou a carreira na Prefeitura de Apucarana em 2001, como diretor de Indústria e Comércio, período em que ajudou a atrair dezenas de empresas para a cidade por meio do Programa de Desenvolvimento Econômico (Prodea). Caso eleito, ele promete formar um gabinete composto por engenheiros, arquitetos e economistas para elaborar projetos e captar recursos junto aos governos estadual e federal, priorizando o diálogo institucional. “Eu não sou político profissional. Eu não dependo da política, mas eu gosto de política porque eu entendo que a política muda a vida das pessoas”, finalizou.

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