Bradesco e Itaú desabam quase 30% na pré-abertura de NY; Petrobras cai 24,5%
Petrobras também desaba na pré-abertura de Wall Street. As ações da petrolífera brasileira recuavam 23,17% às 7h29 e eram vendidas por US$ 20,10, menor cotação desde a véspera do primeiro turno das eleições gerais no Brasil.
Outras empresas nacionais também registram quedas relevantes. A petroquímica Brasken despencava 31,76% e tinha as ações negociadas a US$ 1,16 na pré-abertura do mercado norte-americano. A cervejaria Ambev recuava 16,06%.
Resultados revertem otimismo após primeiro turno das eleições. O desempenho do pré-mercado devolve a precificação do mercado financeiro por um governo reformista no Brasil com o percentual de votos favorável a Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno do pleito. “Um discurso de vitória [da equipe de Lula] que reafirme a meta fiscal de 2027 e confirme a equipe econômica limita o estrago”, avalia Camilo Cavalcanti, gestor da Oby Capital.
Ibovespa teve alta generalizada na sessão seguinte ao primeiro turno. O principal índice acionário do Brasil saltou 7,7% e superou os 200 mil pontos pela primeira vez na história no dia 5 de outubro. A alta foi puxada pelo desempenho de de bancos, varejistas e construtoras.
Expectativa do mercado envolvia aposta por governo reformista. As esperanças pela alternância do poder consideravam a projeção de um maior controle das contas públicas, o que poderia abrir espaço para uma queda da taxa básica de juros, atualmente em 13,75% ao ano. “A política econômica será previsível, mas a dívida deve subir de 83% para perto de 95% do PIB até 2030, e a Selic pode nem chegar a 11% no mandato”, afirma Cavalcanti.





