Boisson: “Passei mais tempo na fisioterapia que em quadra”
Paris (França) – A francesa Lois Boisson voltou a desabafar sobre a sequência de lesões que tem prejudicado sua tentativa de retornar ao circuito. Em publicação nas redes sociais, a tenista de 23 anos demonstrou frustração por ter passado 18 dos últimos 26 meses em recuperação e admitiu que a fase também afeta o lado mental.
Boisson está afastada desde Wimbledon, onde sofreu uma lesão no joelho após uma queda logo na estreia diante da cazaque Elena Rybakina. Embora o problema não tenha sido considerado grave, ela não conseguiu defender o título do WTA 250 de Hamburgo.
Após alcançar a 34ª posição do ranking no início da temporada, Boisson despencou para a 292ª colocação. “Não tenho sido muito ativa nas redes sociais ultimamente. Sofri uma queda durante minha partida em Wimbledon, que resultou em uma hiperextensão no joelho”, explicou.
Apesar do momento complexo, a jovem tenista descartou ter de se afastar por um período mais prolongado. “Felizmente não foi nada sério, mas precisei de algumas semanas de recuperação e tive de desistir do WTA de Hamburgo”, prosseguiu.
A francesa lamentou o excesso de problemas físicos, que a acompanham desde 2024. Ela rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho às vésperas de estrear na chave principal de Roland Garros há dois anos. Depois, viveu o auge da carreira em 2025, quando surpreendeu ao alcançar a semifinal em Paris e, poucas semanas depois, conquistou seu primeiro título de WTA justamente em Hamburgo.
“Nos últimos dois anos, passei mais tempo na fisioterapia do que em uma quadra de tênis: foram 18 meses de recuperação nos últimos 26. É um período longo e muito difícil, especialmente do ponto de vista mental. Houve momentos de ansiedade, dúvidas e, acima de tudo, um sentimento de injustiça”, desabafou.
+ Clique aqui e siga o Canal do TenisBrasil no WhatsApp
Boisson ainda afirmou que procura encontrar nas adversidades uma oportunidade para seguir em processo de amadurecimento e garantiu que segue motivada para retornar ao circuito. Às vésperas da sequência de grandes torneios do verão norte-americano, ela ainda não definiu o restante do calendário.
“Passei muitos dias me perguntando o porquê. Depois percebi que talvez não exista uma resposta. Talvez esse seja apenas o meu caminho. Preciso continuar lutando, seguir em frente, entender melhor meu corpo e continuar perseguindo esse sonho. O melhor ainda está por vir. O trabalho ainda não terminou”, assegurou Boisson.





