Boeing prioriza aumentar produção após 737 Max vender menos que Airbus A320 – 19/07/2026 – Economia
A chefe da divisão de aviões comerciais da Boeing, Stephanie Pope, afirmou neste domingo (19) que a empresa está focada em aumentar e melhorar a produção de aeronaves, “não em anúncios de pedidos”.
A CEO afirmou que a prioridade da fabricante de aviões “é ouvir” clientes e fornecedores em um evento que está sendo realizado nos EUA. “Vamos entender quais são os desafios deles e, em seguida, vamos atualizá-los sobre nossos produtos”, disse.
“A carteira de pedidos está incrivelmente forte. Demanda não é nosso problema. Se anunciarmos alguns pedidos ao longo do caminho, vamos celebrar com nossos clientes, caso eles queiram fazer isso”, comentou a executiva.
Aumentar a produção é fundamental para a recuperação financeira contínua da empresa e também para melhorar a sua reputação após uma série de incidentes nos últimos dois anos.
A Boeing também tenta retomar a liderança perdida pelo 737 Max, que foi superado pelo A320 da rival Airbus em vendas. O 737 representa a maior parte da receita da divisão comercial da Boeing.
A empresa ainda avalia como aumentará a velocidade de fabricação do 737 Max, depois de obter aprovação regulatória em maio para elevar a produção para 47 unidades por mês.
A Administração Federal de Aviação impôs um limite de produção sem precedentes à empresa americana logo após uma emergência em voo em 2024 que revelou falhas generalizadas de segurança e qualidade na produção da Boeing.
“Estamos usando o sistema de gestão de segurança e nossa avaliação de risco de segurança para determinar quando estamos estáveis e prontos para passar para a próxima taxa”, disse Pope.
DESENVOLVENDO O SUCESSOR DO 737
A Boeing precisa executar a produção agora para se posicionar e competir com a Airbus quando ambas desenvolverem novas aeronaves de corredor único, que não são esperadas antes de 2030.
Reduzir a dívida e financiar os custos de pesquisa e desenvolvimento de um novo avião significa que os investidores provavelmente terão que esperar vários anos para ver retornos significativos da Boeing. Os investidores entendem isso e provavelmente serão pacientes, comentou Tony Bancroft, analista do grupo de investimentos Gabelli Funds.
Atualmente, muitos engenheiros da Boeing estão trabalhando na certificação das menores e maiores variantes do 737 —o Max 7 e 9— e seu novo widebody 777-9.
“A importância de certificar nossos aviões não é apenas cumprir nossos compromissos com nossos clientes, mas representa muita expertise e capacidade de engenharia que podemos começar a liberar” e usar para desenvolver o primeiro jato totalmente novo da Boeing em quase duas décadas, comentou Pope.





