BC aciona BRB para explicar caixa do Tesouro do DF no banco
Por essa parceria, o banco receberia uma antecipação de até R$ 4 bilhões em troca de a Quadra recuperar até R$ 15 bilhões em ativos adquiridos do banco Master — liquidado pelo BC.
Com o revés, o banco passou a negociar, ele próprio, esses ativos, enquanto aguarda a liberação de uma linha de crédito de R$ 6 bilhões pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Sem esse dinheiro novo emprestado, as chances de liquidação são muito grandes.
Segundo assessores da governadora Celina Leão (PP), o banco passou a operar no negativo (sem recursos para fazer operações, como pagamentos e empréstimos) à espera dos recursos que seriam antecipados pela Quadra. Com o distrato, o controlador do BRB optou por deixar o dinheiro do caixa do Distrito Federal depositado no banco, como forma de garantir uma “folga” que permitisse à instituição manter o capital necessário para tocar suas operações diárias.
O próprio secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, afirmou publicamente que os recursos do Tesouro assumiriam a liquidez que seria dada pela Quadra.
Esse foi um dos motivos, ainda segundo os relatos feitos sob reserva por assessores, para a não publicação do balanço. Se isso ocorresse, o BRB assumiria a situação de iliquidez, abrindo o caminho para a liquidação.
Consultado, o BRB não se manifestou até a publicação desse texto. O espaço segue aberto.





