avanço histórico vira briga por crédito
*O problema em jogo envolve as equações de Navier-Stokes, usadas há cerca de dois séculos para modelar o fluxo de fluidos – do redemoinho no ralo da banheira a ventos turbulentos – e que fazem parte dos “problemas do milênio” do Clay Mathematics Institute, com prêmio de US$ 1 milhão para quem resolver.
*A dúvida central é se essas equações sempre descrevem a realidade sem falhas matemáticas ou se, em certas condições, podem “quebrar” e gerar um tipo de colapso (o chamado “blow-up”), algo que não deveria acontecer em um fluido real.
*A empresa afirma que o esforço começou em 1º de setembro, depois de pesquisadores da OpenAI ouvirem rumores de que dois problemas do milênio teriam sido resolvidos – e então apontarem o novo modelo interno para os que restavam.
*Pela descrição da OpenAI, cerca de 10 mil agentes trabalharam simultaneamente no problema e chegaram ao resultado em aproximadamente 88 horas. Em conversa com jornalistas relatada pela Axios, executivos disseram ter dedicado um poder computacional enorme à tarefa, com custo “na casa dos milhões de dólares”.
*Tristan Buckmaster (Universidade de Nova York) e Levent Alpöge (Anthropic) vinham trabalhando em pesquisa muito próxima de dinâmica de fluidos e divulgaram resultados que avançam nessa direção com “muita ajuda” de modelos de linguagem, incluindo sistemas da Anthropic e da OpenAI, segundo a New Scientist.
*Entre os passos divulgados, eles afirmam ter mostrado um “blow-up” nas equações de Euler (uma versão mais simples, sem atrito) e avançado em equações aparentadas, com partes do trabalho checadas por formalização no Lean (uma forma de transformar a prova em código para verificação lógica).





