Até onde vai a incompetência da Copel?
Nesta quinta-feira, à noite, a cidade de Apucarana sofreu um apagão em duas oportunidades, deixando tudo às escuras. Mais uma patacoada da Copel. A conta de luz dos consumidores chega sempre no dia certo, e cada vez mais cara. Longe do preço ter equivalência com o serviço prestado estar justo. As pessoas mais idosas, que sempre conviveram com uma Copel que era tida como a melhor companhia estatal de energia do país, hoje não conseguem entender como a empresa chegou a esse ponto. Incompetência da diretoria? Efeito da privatização de parte de suas ações? O que, afinal, tem levado a Copel a se tornar uma empresa ineficiente, comparada com o que era tempos atrás? A resposta pode estar com a atual diretoria, toda ela nomeada pelo governador Ratinho Junior que, a esta altura e na reta final de seu mandato, pouco ou quase nada pode fazer para que a Copel volte a ser o orgulho do Paraná. Fica para o próximo governo, seja ele qual for. É evidente que mudanças passam pela troca de diretoria, ou pelo menos de alguns de seus membros. É o primeiro passo para que o consumidor volte a ter confiança na empresa, hoje nem sombra do que fora outrora. Para o povo paranaense fica a saudade daquela Copel de antigamente, que era a melhor empresa de energia do Brasil.
Aposta nas carreatas
Acompanhado de seu pai, o apresentador e empresário Ratinho, o governador Ratinho Junior e seu candidato a sucedê-lo no Palácio Iguaçu, Sandro Alex, estão apostando alto nas carreatas para conquistar votos nesta reta final de campanha. Nos últimos dias, a comitiva de Ratinho fez carreatas em várias cidades da região, como ocorreu nesta sexta-feira em Maringá e Londrina. Vai ser assim até o fim da campanha.
Pesquisas na segunda
Os candidatos aguardam ansiosamente pela divulgação da nova rodada de pesquisas do Instituto Paraná Pesquisas, prevista para esta segunda-feira, dia 28. É a penúltima rodada antes da eleição do dia 4 de outubro. O Paraná Pesquisas, que hoje faz pesquisas em todo o país, foi o único instituto a se aproximar com perfeição o resultado da eleição presidencial em 2022, chegando a acertar até os décimos de votos de alguns dos candidatos.
Briga pelo fundo
Continua cada vez mais acirrada a briga interna no Podemos do Paraná, pelo critério adotado pelo partido na distribuição do fundo eleitoral. Enquanto alguns candidatos que são dirigentes do partido ou estão no andar de cima da agremiação ficaram com polpudos recursos para fazer campanha, outros candidatos não receberam um misero centavo. A situação já foi parar na Justica, Podem vir complicações por aí.
Moro e Ponta Grossa
Além da região metropolitana, como não poderia deixar de ser, o candidato do PL ao Senado pelo Paraná, Sergio Moro, tem dado uma atenção especial à cidade de Ponta Grossa por duas razões: primeiro, por ter o apoio da prefeita Elizabeth Schmidt; segundo, por se tratar da terra do seu principal oponente, o candidato do PSD, Sandro Alex. A derradeira semana de campanha vai ter muita agenda por lá.
Candidatos da cidade
em Algumas empresas de Apucarana até abrem suas portas para receber candidatos a deputado estadual e deputado federal de outras cidades, mas, internamente, a orientação tem sido em votar en candidatos de Apucarana. Para esses empresários, “chega de desperdiçar voto com gente que só aparece de quatro em quatro anos, tipo Copa do Mundo, para pedir voto, e depois nunca mais dão as caras por aqui”. O negócio é valorizar a cidade.
AS MULHERES VÃO À LUTA
Tanto em Apucarana como em Arapongas, pelo menos duas mulheres resolveram que era hora delas buscarem o espaço que lhes é devido na política. Em Apucarana, a engenheira civil Rozenilda Buchhorn resolveu disputar uma vaga na Assembleia Legislativa pelo PDT. Rozenilda, em sua primeira participação na política em 2024, disputou uma cadeira na Câmara Municipal, e não se elegeu. Mas foi um grande aprendizado político para Rozenilda, uma mulher, diga-se, de muita coragem e perseverança. Atributos que também não faltam à araponguense Aline Franzon, que pleiteia uma vaga de deputada estadual pelo partido Missão. Ela quer ressuscitar o poder da mulher de Arapongas na política, seguindo o exemplo da falecida ex-deputada estadual Irondi Pugliesi, pioneira em busca do espaço da mulher paranaense na politica. Irondi foi deputada estadual, ocupou cargos importantes no governo do Estado e ficou na primeira suplência de deputada federal. Uma guerreira que Arapongas deveria reverenciar sempre, o que, infelizmente, não acontece por parte do poder público municipal. Lamentável.
Vapt Vupt
* Nesta reta derradeira de campanha, os candidatos resolveram partir para o corpo a corpo para conquistar o voto dos eleitores indecisos. Na campanha majoritária, tanto os programas de rádio e TV como as inserções de comerciais ao longo do dia nas emissoras, não têm dado o resultado que os candidatos imaginavam. Pouca audiência.
* Com o ex-procurador Deltan Dallagnol possivelmente fora das eleições para o Senado, caso não consiga reverter a liminar do TSE que o impede de fazer campanha, quem herdaria seus votos? Para o pessoal do PL, esses votos naturalmente migrariam para Filipe Barros, enquanto partidários de Alexandre Curi apostam que vão para ele…
* Timidamente começaram a aparecer alguns wind banners do candidato ao govemo Requião Filho, do PDT. É o único que concorre ao Palácio Iguaçu que tem propaganda solo em Apucarana. Os demais aparecem em materiais ao lado de candidatos a deputado. Ao contrário de eleições anteriores, pouco material de campanha circula na cidade.
* Se não se reeleger deputado estadual, Pedro Paulo Bazana (PSD) deve disputar a Prefeitura de Arapongas em 2028. Tem até quem defenda que ele convide o ex-vice-prefeito Jair Milani para companheiro de chapa, caso dispute mesmo a Prefeitura. Milani quase venceu a eleição municipal em 2024 e perdeu por pouco, mas mostrou muita força.





