Após relatório da PF, Moraes exibe calma e Mendonça fala pouco no STF
Manifestação de Moraes. A primeira fala de Moraes na sessão ocorreu para proferir voto-vista no julgamento sobre a incidência de PIS/Cofins sobre receitas de aplicações financeiras das reservas técnicas de empresas seguradoras, no segundo item da pauta do dia. O ministro não fez nenhuma menção ao colega André Mendonça ou às conversas com Vorcaro. Até o momento, Moraes também não fez nenhuma manifestação pública sobre as novas revelações.
Lado a lado, Moraes e Mendonça trocaram poucos olhares durante a sessão. Os dois não apresentaram comportamento atípico. Liam anotações, tomaram água e café. Em nenhum momento trocaram palavras entre si.
Mendonça falou pouco. Quando proferiu seu voto, Mendonça cumprimentou os colegas e deu voto breve, de menos de um minuto, e acompanhou o relator Fux. Moraes, por sua vez, fez intervenções em determinados momentos do julgamento para esclarecer sua divergência do ministro Luiz Fux.
Ministros ignoraram escândalo, mas conversas foram intensas nos bastidores do tribunal. Fora do plenário, todos que acompanhavam a sessão só discutiam sobre o escândalo envolvendo Moraes. Os interlocutores levantavam dúvidas sobre o desfecho do caso e se o ministro poderia deixar a corte.
Autoridades na sessão. Estavam presentes na sessão presencialmente os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Flávio Dino, Dias Toffoli e Luiz Fux e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. De modo remoto, acompanha a ministra Cármen Lúcia.
A sessão começou às 14h30. Sem declarações sobre qualquer polêmica, Fachin abriu a sessão e logo chamou o tema previsto para julgamento. A sessão estava lotada de advogados, estudantes e jornalistas. Houve um intervalo de uma hora, e a sessão se encerrou às 18h.





