Ações da Meta despencam com preocupação sobre investimentos em IA
A onda de vendas ocorre apesar de resultados trimestrais melhores do que o esperado e de uma previsão de desempenho sólida, destacando o crescente mal-estar dos investidores em relação aos investimentos em IA, que estão levando empresas de tecnologia a se endividarem. Esses gastos também levaram a dona do Instagram, do Facebook e do WhatsApp à primeira queima de caixa em mais de uma década.
Os investidores já estavam nervosos neste mês com o aumento da dívida relacionada à IA, vendendo em massa ações de empresas de computação em nuvem, como CoreWeave e Nebius, que estão investindo várias vezes mais do que sua receita em data centers para atenderem a uma crescente carteira de clientes.
Especialistas afirmam que essa onda de endividamento deixa as empresas de IA vulneráveis a qualquer queda brusca na demanda, ao mesmo tempo em que as sobrecarrega com chips que se desvalorizam em cinco ou seis anos, forçando uma nova rodada de investimentos para se manterem competitivas.
Na quarta-feira, a Meta aumentou o limite inferior de sua faixa de previsão de investimento em US$5 bilhões, para entre US$135 bilhões e US$145 bilhões.
Esses gastos serão direcionados ao plano abrangente da Meta de colocar o agente de IA “Muse” no centro da estratégia da Meta.
Para ajudar a financiar essa iniciativa, a Meta criará uma nova classe de ações sem direito a voto, chamada Classe C. A empresa afirmou que pode levantar centenas de bilhões de dólares ao longo de vários anos para financiar investimentos em IA, aquisições e remuneração de funcionários, com as emissões de ações começando já este ano.





