PF apura fraude em cartão consignado no MT, com buscas em SP e RS
A operação, batizada de Operação Fugazi, apura possíveis fraudes a servidores com operações de cartão consignado que eram oferecidas na prática como operações de crédito “tele saque”, mas com juros de cartão. O cliente era levado a consignar apenas a parcela mínima — com o resto da dívida caindo no rotativo do cartão. Esse tipo de operação de cartão de crédito consignado, com cobrança de juros de rotativo, foi disseminada pelo Banco Master, começando pela Bahia, por meio da bandeira Credcesta.
Os 13 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul foram expedidos pela Justiça Federal em Mato Grosso. A Justiça também determinou o sequestro de bens móveis e imóveis e o bloqueio de valores e ativos financeiros dos investigados.
Segundo a PF, além de possíveis fraudes envolvendo consignados, também são apurados “possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, além de indícios de lavagem de dinheiro”.
A investigação partiu de uma representação feita pelo escritório do AFG&Taques, do ex-governador e candidato ao Senado Pedro Taques, em favor de seis sindicatos e uma federação de sindicatos de servidores do Estado (SINPAIG-MT, SINDES-MT, SINTEMA/MT, SINTESMAT, SINTEP/MT, SINPOL/MT e FESSP/MT).
Segue a íntegra da Capital Consig:
A Capital Consig recebeu com surpresa a diligência desnecessária e desproporcional ocorrida na manhã desta quarta-feira (15 de julho). Todos os documentos solicitados à empresa são entregues à Justiça no menor espaço de tempo. A empresa reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e o cumprimento de todas as normas aplicáveis às suas atividades. Além de estar sujeita à fiscalização e às diretrizes do Banco Central, instituição de reconhecida credibilidade, a Capital Consig passa regularmente por auditorias e processos de controle, sempre pautando sua atuação pela conformidade regulatória e pela governança.





