Câmbio sobe a R$ 5,49 com aversão a risco global e espera por payroll
Os Treasuries costumam impulsionar o dólar globalmente, com os investidores optando por investimentos mais “seguros” em um cenário de aversão a risco. Depois da liquidação das ações de tecnologia, principalmente aquelas ligadas à inteligência artificial (IA) nas bolsas norte-americas, o mercado olha com receio para a renda variável.
Abertura deve ser marcada pela elevada volatilidade no mercado de câmbio. Para o economista do PicPay Matheus Pizzani, apesar do recuo do petróleo e da possível leitura mais positiva do comportamento da inflação global por parte do mercado, o fechamento em queda das bolsas asiáticas e o desempenho negativo das principais bolsas europeias sugerem manutenção do baixo apetite ao risco dos investidores globais.
Payroll deve ditar o humor do mercado também. Segundo Pizzani, o mercado de trabalho dos Estados Unidos segue no radar do mercado, antes da divulgação de outros indicadores macroeconômicos com impacto sobre a inflação do país. A depender dos dados, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) pode realizar uma nova alta nos juros.
Nesta manhã, a ferramenta Fed Watch do CME Group indica probabilidade de 72,4% de uma nova alta nos juros norte-americanos pelo Fed. A alta nos juros também pode penalizar as ações ligadas à IA.
Cenário doméstico
Fiscal ainda pesa. Sem definição sobre a política fiscal e econômica que serão adotadas pela próxima gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o mercado opera com desconfiança sobre a credibilidade de implementar um ajuste robusto nas contas públicas. O governo avalia implementar um novo arcabouço fiscal e realizar um pronunciamento para reafirmar o compromisso de reajuste.





