Após tombo, BTG e XP divergem sobre ações de educação

A forte queda das ações de empresas de educação após o segundo turno das eleições abriu oportunidades de compra ou antecipou dificuldades que ainda podem aparecer nos resultados? XP e BTG Pactual chegaram a conclusões diferentes. Enquanto a XP considera a reação exagerada e vê preços atraentes, o BTG recomenda evitar o setor diante do risco de piora dos lucros.
A divergência aparece em relatórios divulgados após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para a XP, parte dos riscos já está refletida nas cotações, e a geração de caixa das companhias pode sustentar uma recuperação. O BTG, por outro lado, considera que juros elevados e uma economia mais fraca ainda podem prejudicar a entrada de alunos, o pagamento das mensalidades e os resultados financeiros.
O que você precisa saber
XP considera que a queda das ações foi exagerada. Em relatório de Gustavo Tiseo, divulgado na segunda-feira (26), a corretora calcula que as empresas de educação acompanhadas pela casa perderam aproximadamente 37% de seu valor na Bolsa naquele pregão. Na avaliação do analista, os preços passaram a oferecer uma relação mais atraente entre risco e retorno.”Embora o setor continue sensível às condições macroeconômicas, a geração de caixa atual permanece atraente”, afirma Tiseo.





