Laudo aponta lesões por impacto no solo em universitária achada morta no prédio do namorado
A estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o namorado no bairro Aldeota, em Fortaleza, apresentou lesões compatíveis com impacto contra o solo, segundo laudo da Perícia Forense do Ceará (Pefoce). O documento revelou ainda que os exames toxicológicos realizados no corpo da universitária tiveram resultado negativo para substâncias ilícitas.
A vítima foi localizada na noite de 13 de setembro, e a causa exata e a dinâmica da ocorrência seguem sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para esclarecer os fatos registrados por volta das 20h40 daquela data.
-LEIA MAIS: Universitária é achada morta em prédio que morava com o namorado no Ceará; mãe cobra respostas
Para elucidar a tragédia, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que os investigadores já colheram o depoimento de quatro pessoas e agendaram oitivas com outras quatro testemunhas, além de manterem sob análise as imagens das câmeras de segurança do edifício. O caso ganhou forte repercussão nas redes sociais após a mãe da jovem, a professora universitária Isorlanda Caracristi, publicar um vídeo cobrando explicações e justiça. Segundo a familiar, o namorado da vítima, de 33 anos, apresentava um comportamento excessivamente controlador e a relação, iniciada rapidamente durante um estágio no escritório de advocacia em que ele atuava, causava extrema preocupação.
A mãe de Isabelle relatou que teve contato com a filha horas antes da morte, no domingo, quando a jovem enviou mensagens corriqueiras pedindo que olhasse uma comida na airfryer e se declarando com um “mãe, eu te amo”. Na manhã de segunda-feira, sem conseguir respostas da estudante, Isorlanda tentou contatar o namorado da filha, mas descobriu que havia sido bloqueada por ele em ligações e nas redes sociais.
Ao se dirigir ao condomínio do casal em busca de respostas, a professora foi comunicada pela síndica do prédio sobre o óbito e a remoção do corpo pela perícia. Isorlanda destacou ainda que nem o companheiro nem a família dele compareceram ao velório ou ao enterro da universitária.
Em resposta aos questionamentos da imprensa, o escritório de advocacia onde o casal se conheceu emitiu uma nota afirmando que o namorado de Isabelle exercia exclusivamente atividades de natureza administrativa e já não presta mais serviços à empresa.
A instituição também declarou que a estudante trabalhou no local por aproximadamente vinte dias, entre julho e agosto, e solicitou seu desligamento por razões pessoais. Tentativas de contato direto com o namorado e com a mãe dele não tiveram sucesso, havendo recusa de atendimento por parte da família após a identificação da reportagem.






