Meta convoca TikTok e YouTube por mudanças após fechar acordo bilionário
A ação, ajuizada originalmente em 2023, sustentava que recursos como a rolagem infinita, as notificações constantes e os contadores de curtidas foram concebidos para “capturar, engajar e aprisionar” usuários jovens, em violação de leis estaduais de defesa do consumidor e à COPPA, a lei federal dos Estados Unidos que protege dados de menores de 13 anos.
Mas o dinheiro é apenas metade da história. A outra metade está nas mudanças que a empresa promete implementar em suas plataformas: limite padrão de duas horas diárias de uso para menores de 18 anos, que só os pais poderão ampliar; um “modo noturno” que bloqueia o acesso durante a madrugada; silenciamento de notificações durante o horário escolar; mecanismos mais robustos de verificação de idade; controles parentais reforçados; e restrições a recursos de comparação social, como a exibição do número de curtidas para usuários jovens. É, na prática, uma reengenharia da experiência de adolescentes nas duas maiores redes sociais do Ocidente.
O valor vai muito além do meramente simbólico, fazendo com que especialistas o reputem como sendo histórico. Ele realmente pode ser um ponto de virada, mas, como não estamos no futuro, é preciso olhar para o que ele representa agora e entender quais podem ser os próximos passos.
O que o acordo não encerra
O primeiro ponto é que o acordo não conquistou a adesão de todos os estados: o Novo México ficou fora. O estado litigou sozinho e um júri condenou a Meta a pagar US$ 375 milhões em março. Lá, também foi determinada a criação de um fundo adicional de US$ 567 milhões para a juventude, além de medidas de segurança.
Já o Texas negociou separadamente e a Flórida recusou os termos do acordo, com seu procurador-geral chamando os valores de “uns trocados”. A porta para novos litígios, portanto, segue aberta.





