Leila Pereira é sócia de empresa que dá aval à compra do Vasco
Na análise, a agência da CBF levou em conta a participação da Crefipar Participações e Empreendimentos na operação.
Em um documento na RJ do Vasco, estão descritas as garantias dadas pelo investidor, no caso a Almirante S/A, empresa que tem Marcos Lamacchia como principal sócio.
Neste trecho, está dito: “fiança e aval concedidos por Crefipar Participações e Empreendimentos S/A e Marcos Faria Lamacchia de todas as obrigações do Primeiro Proponente”. A Crefipar aparece em outros momentos do processo por assinar o aditivo do acordo de investimentos, isto é, o pré-acordo entre Lamacchia e Vasco.
Pois bem, documentos da Junta comercial mostram que é sócia minoritária da Crefipar. Na última alteração societária, ela tem 5% das ações, enquanto seu marido José Lamacchia detém 95%. A Crefipar tem capital social de quase R$ 3 bilhões, isto é, tem poder financeiro para dar a garantia.
Além da Crefipar, o Banco Crefisa aparece na Recuperação por ter dado o empréstimo em setembro de R$ 80 milhões ao Vasco. A garantia deste mútuo são 10% das ações da SAF vascaína, que foram dadas em alienação fiduciária. A alienação é um mecanismo de transferir a propriedade temporariamente ao credor até quitar a dívida.
Se Lamacchia ganhar a concorrência pelo clube, a dívida é convertida em ações da SAF. Se o empresário não concluir o negócio, o débito vence automaticamente e o Vasco tem que pagar.





