Polícia investiga grupo de alunos por ‘ranking’ sexual com fotos de 53 universitárias
A Polícia Civil de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, investiga a criação e o compartilhamento de um “ranking” de cunho sexual que expôs e avaliou 53 alunas de uma universidade privada da cidade. O caso, registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), envolve a utilização não autorizada de fotos retiradas das redes sociais das vítimas. As imagens foram distribuídas em um grupo fechado de um aplicativo de mensagens, onde os membros classificavam as estudantes utilizando termos de teor machista e depreciativo.
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O vazamento das conversas revelou que as universitárias eram avaliadas com palavras como “deliciosíssima”, “comível” e “arrebentaria”, além de comentários excludentes sobre a aparência e a orientação sexual das mulheres expostas. A situação gerou indignação e motivou uma manifestação organizada por estudantes e ativistas, na noite de quinta-feira (20), em frente ao Campus II da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste). Movimentos sociais, como o coletivo “A Frente pela Vida das Mulheres”, repudiaram o episódio publicamente, classificando-o como um ato de misoginia organizada e associando a prática à objetificação de corpos femininos e a lógicas de ideologias extremistas.
Diante da repercussão e dos protestos, a Unoeste anunciou a abertura de uma apuração interna prioritária com o objetivo de identificar os autores da lista e aplicar as punições disciplinares previstas no regimento da instituição. A universidade declarou repúdio a qualquer forma de assédio, exposição ou constrangimento e informou que está prestando acolhimento psicológico e institucional às alunas afetadas. Paralelamente, a investigação criminal conduzida pela DDM encontra-se em sua fase inicial. Os investigadores estão concentrados em colher depoimentos das vítimas e na preservação das provas digitais extraídas do grupo de mensagens. De acordo com as autoridades, até o momento, nenhum suspeito foi formalmente indiciado.






