KTM poderá abrir motor e substituir peça antes de Aragón
Conforme antecipado pelo Motorsport.com em julho, a KTM recebeu uma autorização para resolver o problema que vem afetando a confiabilidade de suas motos ao longo da temporada 2026 da MotoGP.
A KTM havia solicitado autorização junto à MSMA (Associação das Fabricantes de Motociclismo) e a IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida) para abrir os motores lacrados de suas quatro motos no grid para substituir uma peça defeituosa e que vem causando a parada da moto – como aconteceu repetidas vezes com Pedro Acosta em 2026.
O caso mais grave deste problema de confiabilidade foi a parada repentina de Acosta em Barcelona, causando o grave acidente de Álex Márquez, que vinha próximo ao espanhol e não teve tempo suficiente para desviar.
Inicialmente, a KTM não havia recebido a aprovação de todas as fabricantes, e Pit Beirer, diretor esportivo, revelou que apenas a Aprilia era favorável à abertura dos motores. No entanto, após o verão, as demais mudaram de ideia, tendo em vista a segurança dos pilotos.
“Confirmamos que recebemos a aprovação necessária para prosseguir com as medidas corretivas relacionadas à questão técnica que vínhamos tratando. Nosso objetivo é implementar essas medidas o mais rápido possível. No caso de Silverstone, continuaremos com as soluções provisórias atualmente em vigor”, foi a resposta da KTM nesta sexta-feira, quando o Motorsport.com perguntou como estava a situação.
O regulamento da MotoGP indica que, no caso da KTM, que está na faixa C das concessões, cada piloto dispõe de 8 motores para completar a temporada, e que estes devem ser lacrados, não podendo ser modificados nem abertos sem a aprovação dos demais competidores.
Além de contar com a aprovação das demais fabricantes, o regulamento técnico determina que essa operação de abertura dos motores só pode ser realizada sob a supervisão de um técnico do campeonato.
Isso significa que , dentro de quinze dias, na semana anterior ao GP de Aragón, os engenheiros da KTM poderão abrir os motores lacrados na presença de um membro técnico da IRTA, que verificará qual peça foi trocada para, em seguida, lacrar o motor novamente.
Dessa forma, a KTM evitará ter que introduzir novos motores na rotação, o que acarreta a penalidade de ter que largar do pit lane a cada troca.
Para tentar evitar o problema que a moto de Acosta teve durante a temporada, a KTM limitou as rotações de todos os motores disponíveis. O que, supostamente, condicionou o desempenho dos pilotos, que a partir de Aragón, se tudo correr bem, poderá voltar a oferecer unidades com toda a potência e garantias de funcionamento.
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