oferta de títulos bate recorde no 1º semestre, com R$ 361,8 bi
Debêntures atingiram R$ 169,8 bilhões em recursos captados. O volume de recursos caiu 12,1% ante o primeiro semestre de 2025, mas em termos de número de operações realizadas, as 278 colocações representaram 3,7% mais que em 2025. .
Notas comerciais tiveram crescimento de negócios, mas queda de volume também. Criadas para facilitar o acesso ao mercado de capitais com ofertas menos burocráticas, esses títulos chegaram ao volume de R$ 27,1 bilhões no primeiro semestre, queda de 11,4% ante um ano antes. Já a quantidade de operações aumentou de 86 para 123.
Emissões externas de renda fixa alcançaram US$ 24,8 bilhões no primeiro semestre. Foi o maior volume registrado desde 2014. Esse volume foi 44,2% maior que o registrado entre janeiro e junho de 2025. Desse total, US$ 14,6 bilhões foram emissões da República, US$ 7,7 bilhões de empresas e US$ 2,5 bilhões por parte de instituições financeiras.
Renda variável voltou a ganhar tração em 2026, superando o volume de 2025 inteiro já no 1º semestre. No total, foram colocados R$ 25,2 bilhões em ações no mercado brasileiro no primeiro semestre, sendo R$ 3 bilhões em IPOs (ofertas públicas iniciais). Em todo ano de 2025, a renda variável respondeu por R$ 15,5 bilhões em captações no mercado brasileiro, tudo em follow-on, ou seja, vendas de papéis de empresas já listadas na Bolsa.
A gente vai convergindo para um ambiente mais favorável para captação em renda variável. Vemos interesse do investidor. Entra a questão de convergência de preço. Se redução de redução de juros se confirmar de maneira mais firme, essa retomada deve se consolidar no médio prazo. Cesar Mindof, diretor da Anbima
Fundos Imobiliários foram destaque entre os que tiveram o maior crescimento para o 1º semestre. Em movimento puxado por pessoas físicas e fundos, os fundos de investimentos imobiliários captaram R$ 39,5 bilhões, ante R$ 19,3 bilhões um ano antes.





