Com ‘respiro’ técnico e de olho em dados, fluxo estrangeiro dá sinal de retomada na B3
Das 12 sessões de julho até aqui, foram oito sessões de entrada de fluxo externo, sendo a maior no dia 10, quando foi divulgado o IPCA do mês passado, que mostrou desaceleração abaixo da esperada.
O alívio inflacionário de curto prazo ressuscitou, em boa parte dos agentes do mercado financeiro, apostas de nova queda de 0,25 ponto porcentual na Selic, no Copom (Comitê de Política Monetária) de agosto. Dessa forma, a leitura é que se criam expectativas de um ambiente menos adverso para as empresas.
“Vimos algum sinal de melhora, como foi naquela sexta-feira, quando saiu a notícia boa do IPCA. Houve entrada de R$ 1,521 bilhão, marcando a maior entrada líquida desde quando começou o grande movimento de saída, que foi no dia 15 de abril [-R$ 1,032 bilhão]”, afirma o estrategista de ações da XP Investimentos, Raphael Figueredo.
Outro ponto que conta a favor da entrada de recursos externos para a B3 é o conflito geopolítico. A despeito dos efeitos nocivos da guerra na economia real, o impasse beneficia países exportadores de petróleo, como o Brasil. “Eu diria que no relativo, somos vencedores”, diz Figueredo.
É um contexto macro ruim, mas quando trazemos para o micro, não chega a ser tão ruim assim. Isso tem feito o Ibovespa se sustentar por volta de 175 mil a 178 mil pontos há alguns dias.
Raphael Figueredo
O fluxo externo tem sido o principal motor para a valorização da B3 em 2026. Em janeiro, os estrangeiros encerraram o mês com saldo positivo de R$ 26,314 bilhões, cifra que, naquele momento, já era maior do que a aportada por esses investidores durante todo o ano de 2025.





