Bortoleto: Espero que Audi seja a melhor do resto na Hungria
Gabriel Bortoleto chega no GP da Hungria de Fórmula 1 vindo de dois bons resultados com pontos em Silverstone e na Bélgica. O brasileiro da Audi espera que a equipe alemã seja o ‘melhor do resto’, em comparação às escuderias além das quatro grandes: Ferrari, Red Bull, McLaren e Mercedes.
“Pelo menos é o que esperamos”, começou Bortoleto, antes das atividades de pista no Hungaroring, “mas, obviamente, precisamos colocar o carro na pista e ver como ele se comporta aqui. Cada pista é a primeira vez que estamos competindo com este carro sob o novo regulamento, então ele deve se adequar a nós, vamos colocar dessa forma”.
Questionado sobre a possibilidade da Audi correr junto das quatro equipes de ponta na pista de Hungaroring, que valoriza o chassi, considerado um ponto forte do carro R26, Gabriel destacou que tais times ainda estão muito à frente da escuderia alemã.
“Vamos ver… Acho que eles ainda estão um grande passo à nossa frente, à frente do meio de grid, mas acho que, sim, vamos ver, não quero falar demais porque realmente não sei, talvez consigamos nos aproximar”.
“Mas primeiro precisamos nos concentrar em colocar o carro em uma boa janela de desempenho, com uma boa configuração, preciso pilotar bem e, então, se tudo se encaixar e estiver alinhado, talvez consigamos nos aproximar, mas é difícil dizer se vamos conseguir ficar com eles”.
Na disputa no meio de pelotão, com Alpine e Racing Bulls, Bortoleto e a Audi conseguiram, pela primeira vez, segurar as rivais e terminar na frente das duas duplas, com uma certa ajuda de um safety car virtual. O brasileiro de 21 destacou que isso foi um marco para a equipe alemã.
“Eu diria que sim [foi um marco], porque era um circuito em que não esperávamos ser tão rápidos e, para ser sincero, não é que tivéssemos muita vantagem de ritmo em relação ao Arvid [Lindblad]”.
“Se alguma coisa, ele foi um pouco mais rápido do que eu na corrida, mas, novamente, no início da corrida foi difícil para mim, porque assim que comecei, lutar contra os Alpines e os Racing Bulls nas retas era basicamente impossível”.
“Então, mesmo voando no setor dois, onde há curvas, não conseguia ultrapassá-los, porque em todas as retas eles simplesmente se distanciavam de mim, e então, obviamente, diante dessa situação, decidimos ficar mais tempo na primeira etapa, para tentar manter um ritmo mais constante”.
“Depois, obviamente, tivemos o safety car virtual e, após a parada nos boxes, consegui manter um ritmo mais constante, e acho que mostrei o verdadeiro ritmo do nosso carro, e, para ser sincero, o Arvid não conseguiu me alcançar no final do dia”.
“Ele tinha basicamente 25 voltas, quase 30 voltas, algo assim, 25 voltas para me alcançar, e ele ganhou 2 segundos, e tivemos bandeiras azuis, tivemos carros dando voltas a mais, então foi bem legal”.
Sobre a atualização de motor ‘surpresa’ da Audi em Barcelona, utilizando um dos ‘tokens’ de ADUO, Bortoleto afirmou que a melhoria na dirigibilidade vai ajudar na Hungria.
“Acho que sim, [vão funcionar], especialmente em pistas como esta, onde as velocidades são muito baixas e há muitas mudanças de direção; é muito importante ter um motor com boa dirigibilidade, porque você sempre precisa usar marchas baixas e subir de marcha nas zebras e coisas do tipo, e acho que isso definitivamente deve ajudar”.
Evolução pessoal e da equipe
Gabriel Bortoleto, Audi F1 Team
Foto de: Guido De Bortoli / LAT Images via Getty Images
Sobre a evolução da Audi em 2026, ano o qual é estreante tanto como equipe quanto como fabricante de unidades de potência, Gabriel elogiou a escuderia de Hinwil, tanto na parte técnica quanto na união do time.
“Percebi um grande avanço na mentalidade, na cultura dentro da equipe, no progresso também na pista, no quanto conseguimos desenvolver o carro, nos pacotes de atualizações que trouxemos — tudo isso foi positivo. Além disso, a correção da maioria dos problemas que tínhamos, acho que isso foi incrível, então estou feliz com isso”.
Sobre a própria evolução em relação ao ano passado, que foi sua estreia na categoria máxima do automobilismo, o piloto paulista destacou a capacidade de adequar-se às mudanças da F1.
“Acho que precisamos nos adaptar constantemente. É assim que funciona a F1. E sinto que, mesmo que eu diga que a base do meu desempenho do ano passado ainda está presente na maneira como estou pilotando, é óbvio que é preciso se adaptar um pouco aqui e ali às novas regras e à maneira como os carros devem ser pilotados”.
“Não acho que tenha mudado muito, mas aprendi coisas novas, aprendi novas técnicas e estou colocando isso em prática na pista quando estou pilotando”.
Já sobre o desempenho nessa primeira metade de temporada 2026, antes da pausa de meio de temporada, Bortoleto afirmou que está satisfeito com a própria performance.
“Acho que, especialmente as últimas quatro corridas, foi uma sequência muito, muito boa, então eu diria que sim, acho que temos sido muito positivos, inclusive antes”.
“Mas antes, às vezes, tínhamos problemas que me obrigavam a largar do pitlane ou coisas do tipo, o que me impedia de mostrar muito, mas diria que nas últimas corridas também me senti mais à vontade”.
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