Quando o futebol brasileiro se perdeu
Ser organizado, ser coletivo, ter política e profissionalismo passou a ser essencial.
O mundo havia mudado, a várzea deixava de ser celeiro vítima da especulação imobiliária, o futebol na praia passou a ter horários, a miscegenação chegou também à Europa, e o futebol, principal componente da indústria do entretenimento, passou a ser tratado como negócio.
Aos poucos, exportador de pé de obra, o futebol brasileiro abandonou sua essência, perdeu grande parte da magia, ao passo que outras escolas pelo mundo afora ou se sofisticaram ou mantiveram aquilo que as distinguia, como a da Argentina, embora tenha passado por seca inclemente e seja administrada por federação nacional tão corrupta e bagunçada como a CBF.
Trazer Carlo Ancelotti não ajudou, ao menos, na busca de recuperar a essência, o tempo e o orgulho perdidos.
É claro que ele sabe e pode formar seleção que ganhe o hexa em 2030, por mais que tenha se curvado aos péssimos usos e costumes da CBF.
Reimplantar nosso modo de ser é mais difícil para quem tem a filosofia de jogo dele.





