Exportadores correm para entregar produto sem taxas aos EUA
Setores correm para garantir as entregas sem a cobrança extra. “O que já estava em produção e programado está sendo acelerado para aproveitar o prazo antes da sobretaxa”, afirma Cândida Cervieri, diretora-executiva da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário).
Olhares já estavam direcionados para antecipação das exportações. A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) relata que orientou os associados a antecipar os embarques para os Estados Unidos como forma de minimizar os efeitos com a expectativa pelas novas tarifas.
Devido ao tempo necessário para produção e embarque, nem todos os envios poderão ser antecipados.
Cândida Cervieri
Atividades não veem tempo suficiente para acelerar a exportação. A tentativa de estimular as vendas e driblar o tarifaço não é uma realidade para todos os setores. A Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente) e a Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) não veem tempo hábil para acelerar a cadeia produtiva e completar os embarques em curtíssimo prazo.
Tarifa de 25% por “práticas desleais” atingirá cerca de 3.000 produtos. A cobrança é uma reação a ordens da Justiça brasileira contra empresas norte-americanas, como X, Meta e Google, para remover conteúdos políticos e à expansão do Pix, considerado prejudicial para os serviços de pagamentos dos EUA. Além disso, o USTR cita falhas no combate ao desmatamento e à corrupção.
Governo estima que tarifas impactem 18% de exportações brasileiras. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou ontem (16) que o impacto estimado pela nova tarifa sobre as vendas brasileiras destinadas aos EUA é equivalente a US$ 7,4 bilhões, considerando os embarques registrados em 2024.





