Fiesp é vergonhosa, diz coordenador de Lula sobre tarifaço – 16/07/2026 – Mônica Bergamo
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que coordena a campanha de reeleição de Lula em São Paulo, afirma que a nota divulgada nesta quinta (16) pelo presidente da Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, sobre o tarifaço de Donald Trump contra o Brasil é “vergonhosa e estarrecedora”.
Skaf culpou Lula pela medida anunciada pelos EUA. Segundo ele, a nova sobretaxa de 25% aplicada pelo governo Trump sobre produtos brasileiros poderia ter sido evitada com uma “condução técnica e pragmática” das negociações.
Diz também que em um momento de sensibilidade econômica mundial, a “opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington” minaram vínculos construídos ao longo de 200 anos cooperação bilateral.
“Vergonhosa e estarrecedora a fala do presidente da Fiesp. Um verdadeiro tapa na cara do empresariado brasileiro, que é a verdadeira vítima dos boicotes do bolsonarismo ao Brasil e aos brasileiros”, afirma Carvalho à coluna.
Ele diz ainda que “a instrumentalização política e eleitoral de uma importante entidade nacional como a Fiesp é verdadeiramente preocupante, em especial em um momento desafiador como o que estamos vivemos. O momento é de união. De conciliação”.
Carvalho reage em linha com governo Lula, que divulgou nota afirmando que o novo tarifaço é um “enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”.
Ele afirma ainda que não há, no Brasil, liderança além de Lula “que seja capaz de frear os injustos e injustificados ataques que a nossa soberania e a nossa indústria nacional estão recebendo”.
Na nota divulgada depois da decisão norte-americana, Skaf afirmou “lamentar, com profunda preocupação”, a aplicação de uma nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros.
Para a entidade, a decisão é “especialmente prejudicial por se limitar de forma unilateral ao Brasil, o que reduz significativamente a competitividade do país perante concorrentes globais”.
Liderada por Paulo Skaf, um crítico ao governo Lula, a federação afirma que a retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma “condução técnica e pragmática”.
“O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo ‘pedágio’ imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios”, disse ainda Skaf na nota.
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