Hormuz está ficando menos crucial; problema maior hoje é refino de petróleo
Pelo estreito de Hormuz, antes de março, passavam 20% de toda a produção mundial de petróleo. As restrições de navegação pelo canal que liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã, com 35 quilômetros na sua porção mais estreita e jurisdição do Irã e de Omã, impostas ora por Trump, ora pelos iranianos, reduziram a oferta mundial e fizeram os preços dispararem.
Não há estimativas precisas, sendo a hipótese mais aceita é a de que houve redução para 15% no tráfego de petróleo pelo estreito. Isso, depois do início da guerra, nos períodos de abertura mais franca, porque houve momentos de fechamento total ou redução do tráfego para menos de 5% do total mundial.
Nos momentos de pico nas tensões geopolíticas, a cotação do barril de petróleo chegou a US$ 120. Mas a volta dos preços a níveis mais moderados, até perto de US$ 80 por barril, ficando em média não acima de US$ 90, sinaliza alterações nos mercados de petróleo.
Menor tráfego e escassez de refino
A conclusão dos especialistas para essa relativa moderação nas cotações é a de que, diante das incertezas já prolongadas na região, a rota de Hormuz está sendo pelo menos em parte substituída, com redução do tráfego de navios.
Em sua página na rede social Substack, o Prêmio Nobel de Economia, Paul Krugman, listou algumas razões para esse desvio:
Países produtores do golfo Pérsico intensificaram o uso de oleodutos para transporte de petróleo;





