Pré-candidata pelo PR, Rosangela Moro defende criação da Tabela SUS paranaense
A deputada federal Rosangela Moro (PL-SP), pré-candidata à Câmara dos Deputados pelo Paraná, defende a criação de uma tabela estadual do Sistema Único de Saúde (SUS) e a atração de investimentos em infraestrutura. A parlamentar cumpriu agenda em Apucarana, no último sábado (11), e falou sobre suas propostas durante entrevista exclusiva ao TNOnline.
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Atualmente ocupando uma cadeira por São Paulo, Rosangela justificou a mudança de domicílio eleitoral relembrando a perseguição política que a levou a deixar o país e, no retorno em 2022, fixar-se emergencialmente na capital paulista. “Eu estou muito feliz, é uma sensação realmente de estar voltando para casa”, afirmou.
O carro-chefe entre as propostas apresentadas pela pré-candidata é a implementação da Tabela SUS paranaense, espelhada no modelo em vigor no estado de São Paulo. A medida visa injetar recursos estaduais diretos para complementar os valores pagos pelo governo federal em consultas e procedimentos, aliviando o caixa de hospitais filantrópicos e associações.
“O Estado de São Paulo complementa o valor do pagamento que a União Federal repassa”, explicou a deputada. “A União Federal hoje paga por um atendimento no SUS de R$ 17”, detalhou. Segundo Rosângela, essa defasagem dificulta a contratação e manutenção de bons profissionais nas instituições filantrópicas, gerando alta rotatividade no setor.
Com histórico de atuação no terceiro setor, a deputada relatou ter visitado seis Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs) em apenas um dia para mapear gargalos e demandas. Diante do vencimento dos termos de cooperação do estado do Paraná com essas entidades no próximo ano, que atendem cerca de 45 mil crianças, ela defendeu o modelo diversificado de ensino e rebateu críticas à educação especial. “A gente precisa defender a coexistência desse modelo de educação”, declarou.

Rosangela Moro concedeu entrevista ao TNOnline – Foto: Vitor Flores/TNOnline
SEGURANÇA DA MULHER
Questionada sobre políticas voltadas ao público feminino, a parlamentar avaliou que o país já dispõe de um arcabouço jurídico suficiente, mas falha na punição severa e no cumprimento das penas para os agressores. “Porque o que deixa a mulher segura é o seu agressor preso. Simples assim”, pontuou.
Ela ainda manifestou voto contrário ao “PL da Misoginia”, argumentando que a redação aberta da proposta dá margem para insegurança jurídica. “O discurso de ódio é reprovável. Mas a redação que foi colocada nesse projeto é muito ampla”, avaliou, acrescentando que o projeto concede poderes interpretativos excessivos.
No diagnóstico econômico, a pré-candidata enalteceu a pujança produtiva do Paraná, mas alertou que a infraestrutura logística de energia, rodovias e portos está defasada. Para ela, o Estado deve atuar como facilitador, garantindo um ambiente favorável ao livre mercado para que o setor privado promova o crescimento.
CENÁRIO NACIONAL
Ao analisar o cenário nacional, Rosangela fez duras críticas à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, classificando-o como um governo de retrocesso que aumenta impostos e fomenta pautas progressistas rejeitadas pelo perfil conservador paranaense. A parlamentar clamou pela união da direita na disputa pela Presidência, citando Flávio Bolsonaro.
“O nome em torno hoje que a direita está se unindo é Flávio Bolsonaro, é quem tem condições de derrotar o governo Lula, um governo de retrocesso, que a criminalidade aumentou, é um governo que os impostos aumentaram”, asseverou.
Já na esfera estadual, defendeu abertamente a pré-candidatura do senador Sérgio Moro (União Brasil) ao Palácio Iguaçu, destacando sua firmeza técnica e sua disposição para liderar o estado.






