MP do Paraguai bloqueia bens de ex-presidente por rombo de US$ 809 milhões
As parcelas mensais somavam 239 milhões de guaranis (cerca de US$ 34,4 mil), quantia equivalente a aproximadamente seis vezes o valor da remuneração mensal declarada para o cargo de presidente da República, de 37,9 milhões de guaranis (aproximadamente US$ 5,45 mil).
A investigação incorporou também apurações sobre o encerramento da custódia de dois envelopes contendo US$ 100 mil cada na residência oficial de Mburuvicha Róga entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, entregues ao ex-mandatário em junho do ano seguinte, além de reuniões reservadas entre Peña e o controlador do Grupo Vázquez, Miguel Vázquez.
Diante da dimensão dos valores apurados, a Justiça paraguaia decretou a proibição geral de alienar bens e o embargo preventivo das contas bancárias de Peña e Carvallo para conter eventual transferência patrimonial.
Carvallo cumpre prisão preventiva sob acusações de lesão de confiança, administração em proveito próprio e produção de documentos públicos de conteúdo falso, acusado de ter ciência de inconsistências patrimoniais no banco desde junho de 2026 e de omitir alertas técnicos em relatórios enviados ao Senado em outubro, conforme detalhado pela agência de notícias Reuters.
Já o ex-presidente Santiago Peña também teve a prisão preventiva decretada e permanece sob custódia em uma unidade militar em Assunção, com autorização judicial para receber visitas e utilizar telefone celular. Ambos estão sob investigação, sem condenação definitiva até o momento.





