Sinner vira, marca 100ª vitória de Slam e chega ao bi em Wimbledon
Londres (Inglaterra) – Jannik Sinner alcançou neste domingo mais uma marca histórica na carreira ao conquistar sua centésima vitória em partidas de Grand Slam. O triunfo de número 100 veio em grande estilo, com o bicampeonato de Wimbledon, após derrotar Alexander Zverev de virada por 3 sets a 1, com parciais de 6/7 (7-9), 7/6 (7-2), 6/3 e 6/4, em 3h46 de partida.
O resultado também ampliou o amplo domínio do italiano sobre o alemão. Esta foi a décima vitória consecutiva de Sinner diante de Zverev, que não o derrota desde as oitavas de final do US Open de 2023. O número 1 do mundo aumenta sua vantagem no confronto direto para 11 a 4 e repete sobre o rival o desfecho da decisão do Australian Open do ano passado.
A defesa do título no All England Club rende ao italiano o 30º troféu da carreira e o quinto Grand Slam. Além dos dois títulos em Wimbledon, Sinner também conquistou duas edições do Australian Open e uma do US Open. Ele agora soma cinco vitórias em sete finais deste quilate, tendo sido superado apenas por Carlos Alcaraz em Roland Garros e no US Open de 2025.
Números e feitos da conquista
A vitória deste domingo também faz de Sinner o décimo jogador da Era Aberta a defender com sucesso o título de Wimbledon, repetindo os feitos de Rod Laver (1968-69), John Newcombe (1970-71), Bjorn Borg (1976-77-78-79-80), John McEnroe (1983-84), Boris Becker (1985-86), Pete Sampras (1993-94-95 e 1997-98-99-2000), Roger Federer (2003-04-05-06-07), Novak Djokovic (2014-15 e 2018-19-21-22) e Carlos Alcaraz (2023-24).
Além disso, o italiano se torna apenas o 14º homem a conquistar Wimbledon mais de uma vez e o oitavo campeão da história do torneio a levantar o troféu sem disputar qualquer evento preparatório na grama nas semanas anteriores. O último havia sido Novak Djokovic em 2022.
O bicampeonato também marcou a 100ª vitória de Sinner em Grand Slam. O número 1 do mundo passa a somar 27 triunfos no Australian Open, 23 em Roland Garros, 27 em Wimbledon e 23 no US Open.
+ Clique aqui e siga o Canal do TenisBrasil no WhatsApp
Ao conquistar seu terceiro título na grama — depois do ATP de Halle em 2024 e do primeiro troféu em Wimbledon no ano passado —, Sinner se torna o sexto jogador em atividade com pelo menos três conquistas na superfície. No mesmo grupo estã Marin Cilic (3), Carlos Alcaraz (4), Matteo Berrettini (4), Taylor Fritz (5) e Novak Djokovic (8).
Em termos de ranking, Sinner defende os dois mil pontos do ano passado e abre uma vantagem de 4.970 pontos sobre o segundo colocado, agora o próprio Zverev, que ultrapassará Carlos Alcaraz na atualização desta segunda-feira. O campeão ainda recebe um prêmio de 3,6 milhões de libras esterlinas, enquanto o vice fica com 1,8 milhão de libras.
Zverev segue sem triunfar na grama
Finalista em Wimbledon pela primeira vez, Alexander Zverev deixa escapar uma inédita conquista na grama. Até esta edição, seu melhor resultado no All England Club havia sido a semifinal de 2024, enquanto as outras três finais disputadas na superfície terminaram com derrotas, em Halle (2017 e 2018) e Stuttgart (2025).
Ele também volta a bater na trave em uma decisão de Grand Slam. Esta foi a quinta final da carreira do alemão, que agora soma quatro derrotas e apenas um título. Antes, havia ficado com o vice no US Open de 2020, em Roland Garros de 2024 e no Australian Open de 2025, até conquistar sua primeira taça em Paris no mês passado.
A derrota também impede Zverev de alcançar um feito inédito na Era Aberta. Caso tivesse conquistado o título em Londres, ele se tornaria o primeiro tenista a vencer seus dois primeiros Grand Slam em participações consecutivas. Ilie Nastase e Jimmy Connors chegaram ao segundo Major na edição seguinte em que disputaram um Major, mas ambos deixaram de jogar um dos quatro torneios entre as duas conquistas.
Detalhes decidem uma final típica de grama
A decisão masculina de Wimbledon fez jus às características da grama. Com os dois jogadores muito sólidos no saque, as oportunidades de quebra praticamente não existiram durante boa parte da partida. No primeiro set, houve apenas um break-point, salvo por Alexander Zverev no oitavo game. Fora isso, nenhum outro serviço chegou sequer ao 40 iguais.
O alemão também começou mais agressivo, especialmente com o forehand, golpe que costuma ser o ponto menos consistente de seu jogo. A postura ofensiva fez Jannik Sinner atuar muitas vezes na defensiva, mas nem isso foi suficiente para desequilibrar a parcial. Sem mini breaks também no tiebreak, o desempate permaneceu indefinido até o 16º e último ponto, quando Zverev encontrou uma paralela de direita para enfim superar o serviço do rival e abrir vantagem no placar.
O equilíbrio persistiu no segundo set. Novamente não houve break-points, e apenas os dois primeiros games chegaram à igualdade. Até a reta final da parcial, os dois tinham exatamente 77% de aproveitamento com o primeiro saque. A diferença apareceu apenas no tiebreak: Sinner elevou o nível, chegou a 86% de aproveitamento quando encaixou o primeiro serviço, contra 66% do alemão, e igualou a decisão.
A partir do terceiro set, porém, o número 1 do mundo começou a mudar a dinâmica do confronto. Com bolas mais profundas e maior variação nas trocas da base, passou a tirar Zverev da zona de conforto e impedir que o alemão ditasse os pontos com a mesma agressividade das parciais anteriores. Depois de escapar de um break-point no sétimo game, Sinner aproveitou a primeira oportunidade que teve para conseguir a única quebra da partida até ali, abrir 5/3 e, sem dificuldades no saque, confirmar a virada para 2 sets a 1.
O quarto set voltou a ser marcado pelo equilíbrio. Até o 3/3, os dois sacadores seguiram praticamente inabaláveis. A resistência de Zverev começou a ser testada apenas no sétimo game, quando precisou salvar dois break-points com muita coragem e habilidade, chegando até a recorrer ao saque e voleio para escapar da pressão.
O alemão, no entanto, só adiou o inevitável. Uma direita sem direção acabou lhe custando uma terceira oportunidade de quebra contra. Desta vez, Sinner não desperdiçou. Com uma devolução profunda e um ataque fulminante de direita na segunda bola, o italiano finalmente conquistou a vantagem e, sem dar qualquer chance de reação, manteve seu saque até o fim para sacramentar o bicampeonato.





