Tite vive, em 10 anos, assustadora curva descendente e afunda no Botafogo
Também é preciso destacar o que é medido pelo gráfico. A linha principal apresenta o aproveitamento acumulado desde 2016. Portanto, os bons números da seleção continuam sustentando a média mesmo quando os resultados nos clubes pioram. Ao fim das 172 partidas, são 110 vitórias, 30 empates e 32 derrotas, com aproveitamento de 69,8%.
Contudo, isolando apenas os três clubes por ele comandados após a Copa do Mundo de 2022, quando se despediu da CBF, o índice fica em aproximadamente 60,4%. A diferença ajuda a dimensionar quanto a passagem pela seleção ainda pesa no balanço desses dez anos. O levantamento é de Júlio Cesar Cardoso.
Indo além dos nímeros, vale lembrar que os 80,2% com o time do Brasil não se converteram no título mundial. E ainda, resultados frequentes contra adversários (sul-americanos em geral) inferiores podem produzir uma média elevada sem garantir sucesso nos confrontos decisivos.
Ainda assim, a sequência chama a atenção: a cada novo trabalho, um percentual menor. A derrota por 2 a 1 para o Remo, na quarta-feira, em Belém, encerra a animação acima com o Botafogo no ponto mais baixo dessa comparação. E suma, o passado mantém a média acumulada em patamar alto. O presente cobra de Tite uma reação. Será capaz?





