Processo contra OpenAI cita GPT-4o e remédio para epilepsia
Mensagens revisadas pelo The New York Times indicam que o chatbot ajudou Wan a contornar orientações médicas antes da redução do medicamento. O jornal analisou mais de 270 mil mensagens trocadas por ela com o ChatGPT.
O médico Nicholas Poolos declarou que não consideraria suspender o remédio diante do histórico da paciente. “Não, não é racional, de jeito nenhum”, disse ele ao jornal. “Seria negligência médica eu instruir você a parar de tomar medicamentos quando está claro que eles funcionam”.
O ChatGPT a ajudou a pedir ao médico, que trabalha no Centro Regional de Epilepsia da UW Medicine, que trocasse seus medicamentos e começasse com uma dose muito baixa. Quando Poolos questionou por que ela queria uma dose tão reduzida, Wan mostrou a resposta ao ChatGPT e continuou a argumentar.
Um exame feito após a morte encontrou 0,64 micrograma de lamotrigina por mililitro no organismo de Wan. O resultado equivale a cerca de um quinto do limite inferior da faixa terapêutica do medicamento, conforme a reportagem.
OpenAI culpa versão antiga do ChatGPT
A OpenAI classificou o caso como “incrivelmente triste” e disse que ele envolve uma versão antiga do ChatGPT. A empresa afirmou que os modelos mais novos reconhecem melhor situações que exigem atenção urgente.





