Meta é condenada a pagar US$ 25 bilhões por dados de usuários nos EUA
Moradores enganados sobre privacidade
Em 25 de setembro, o júri considerou que 26 das 29 declarações feitas pela empresa e sua liderança sobre esses assuntos eram enganosas. O júri afirmou que a empresa cometeu mais de 43 milhões de violações das leis de proteção ao consumidor do Novo México, com base no número de usuários do Facebook ou residentes do Novo México que foram o público-alvo de cada declaração enganosa.
A lei estadual prevê uma multa de até US$ 5.000 por violação e determina que todo o valor seja destinado ao sistema escolar do Novo México, declarou o procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, a jornalistas após o veredicto. Em uma audiência realizada em 1º de outubro, Randi McGinn, advogada do Novo México, havia solicitado a Mathew que concedesse ao estado entre US$ 35 bilhões e US$ 40 bilhões, argumentando que isso estaria respaldado pelas proteções constitucionais americanas ao devido processo legal e pelo veredicto do júri.
“Este tribunal deve falar com a Meta na única linguagem que ela entende, que é a linguagem do dinheiro e do valor de suas ações”, disse McGinn.
Em documentos judiciais, a Meta pediu a Mathew que limitasse as multas a US$ 3,45 bilhões, alegando que uma multa maior poderia afastar outras empresas do estado. As evidências mostraram que a Meta não vende dados de usuários e o Novo México não comprovou que qualquer consumidor tenha sido enganado, afirmou a empresa nos autos do processo.
Dois júris decidiram a favor do estado
Este foi o segundo veredicto em seis meses proferido por um júri de Santa Fé em um processo movido pelo estado do Novo México contra a Meta.





