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quem precisa trocar o documento em 2026 e até quando vale o RG antigo · Economia Real


A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) já pode ser emitida em todos os estados e no Distrito Federal, mas a substituição do antigo Registro Geral (RG) ainda gera dúvidas. Afinal, o documento antigo continua valendo ou todos os brasileiros precisam correr para tirar a nova versão? O Economia Real te explica.

Pelas regras do governo federal, o RG no modelo antigo segue válido até 2032. Isso significa que a maior parte da população não tem obrigação imediata de trocar o documento, embora qualquer pessoa possa pedir a nova identidade quando quiser.

A exceção são os brasileiros que recebem ou pretendem solicitar benefícios sociais, que passaram a ter prazos específicos para o cadastro biométrico.

A CIN foi criada para padronizar a identificação civil em todo o país. No modelo antigo, uma mesma pessoa podia ter números de RG diferentes em cada estado. Agora, o CPF passa a ser o número único do documento, o que evita duplicidades e reduz erros nos registros.

A nova carteira também vale como documento de viagem nos países do Mercosul. Por isso, mesmo sem obrigação para todos neste momento, o governo tem incentivado a emissão.

Por que vale a pena emitir a nova identidade?

Além de unificar os dados, a CIN facilita o acesso da população a serviços públicos e programas sociais. Segundo o governo federal, as informações ficam em um sistema nacional integrado, o que permite que diferentes órgãos trabalhem de forma coordenada, tanto no atendimento presencial quanto no digital.

O documento conta com QR Code, recurso que permite conferir a autenticidade e dificulta fraudes. Quem tem a CIN também consegue elevar com mais facilidade a conta GOV.BR para o nível Ouro, o que libera mais serviços pela internet.

A carteira existe em três formatos: papel, cartão e digital. A versão digital fica no aplicativo GOV.BR e pode ser apresentada direto pelo celular, sem depender do documento físico. Pelo app, o cidadão também pode incluir outros registros, como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o título de eleitor.

De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a base biométrica da CIN reunia 49,8 milhões de brasileiros em abril de 2026.

FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

Nova Carteira de Identidade Nacional, a CIN

Quem precisa fazer a troca do RG antigo?

Na prática, todos os brasileiros vão migrar para a nova Carteira de Identidade Nacional ao longo dos próximos anos. No entanto, quem tem um RG em bom estado e não depende de programas sociais pode fazer a substituição com calma, já que o modelo antigo continua aceito até 2032.

A situação é diferente para quem recebe ou vai pedir benefícios sociais. Em abril, o Ministério da Gestão publicou no Diário Oficial da União a Portaria nº 2.907/2026, que mudou o cronograma do cadastro biométrico. O registro reúne as impressões digitais das duas mãos e a foto do rosto em uma base do governo federal. O objetivo é confirmar a identidade do beneficiário e impedir que outras pessoas recebam os valores de forma indevida.

Quem precisa trocar o RG antigo ainda em 2026

Quem ainda não tem nenhuma biometria em base oficial teria até 30 de abril para fazer o cadastro pela CIN. Com a portaria, esse prazo foi estendido até 31 de dezembro de 2026. A partir de janeiro de 2027, a nova identidade passa a ser exigida desse grupo para a concessão ou renovação de benefícios.

Já quem tem biometria registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na CNH ou no passaporte poderá usar esse cadastro até 31 de dezembro de 2027, desde que ele tenha sido feito até o fim de 2026.

A partir de 1º de janeiro de 2028, apenas a biometria da CIN será aceita para conceder, manter ou renovar benefícios. Quem já emitiu a nova carteira não precisa repetir o procedimento.

A CIN tem prazo de validade?

Diferentemente do antigo RG, a nova Carteira de Identidade Nacional tem validade definida conforme a idade do titular. Para crianças de até 11 anos, o documento vale por cinco anos.

Entre 12 e 59 anos, o prazo é de dez anos. Já para pessoas com 60 anos ou mais, a validade é indeterminada. Segundo o governo, a regra busca manter as fotos e os dados biométricos atualizados ao longo da vida.

DIVULGAÇÃO/AGÊNCIA SP

Posto de atendimento do Poupatempo, em São Paulo

Como emitir a nova Carteira de Identidade Nacional?

A emissão da CIN é feita pelos órgãos de identificação civil dos estados e do Distrito Federal. O primeiro passo é acessar a página da Carteira de Identidade Nacional no portal gov.br, clicar no link de agendamento do estado onde mora e escolher uma data para a coleta da biometria. Em São Paulo, por exemplo, o agendamento é feito no Poupatempo.

No dia marcado, é preciso levar ao posto a certidão de nascimento ou de casamento. A primeira via da carteira em papel é gratuita, conforme a legislação. Outros formatos, como o cartão, podem ter custo, de acordo com as regras de cada estado.

Dessa forma, quem quiser antecipar a migração já pode fazer o procedimento sem pagar nada. Para quem não depende de benefícios sociais e prefere esperar, o RG atual continua válido e pode ser usado normalmente até 2032.



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