Mais de 60 ONGs acionam ONU após intervenção de big techs nas eleições
Solicitam ainda que as autoridades brasileiras interrompam o que consideram uma moderação arbitrária de conteúdo e barrem a interferência estrangeira exercida por meio da publicidade política paga.
Os organizadores da carta lembram que Google, Meta, TikTok, OpenAI, Kwai e X se comprometeram juntos à Justiça Eleitoral e antes das eleições a seguir planos para não manter neutralidade política, ao não bloquear conteúdo ou suspendendo canais desproporcionalmente.
No entanto, quando confrontada com a realidade documentada desta eleição, a conclusão é clara: essas empresas não cumpriram os próprios compromissos e não foram responsabilizadas por isso. Igualmente preocupante é o fato de que a própria Justiça Eleitoral, até agora, não usou os instrumentos de fiscalização e sanção que a lei lhe confere, apesar do conjunto de evidências produzido por pesquisadores, redações e organizações independentes
Carta “Big Techs estão interferindo nas eleições brasileiras. Autoridades precisam agir”
São signatárias da carta organizações brasileiras (Abrasco, Nupef, Lapin, IP.rec, Observatório da Mineração), norte-americanas (Amazon Watch, Center for Media & Digital Governance at Open Markets Institute), canadenses, nepaleses, europeus, congoleses, egípcios, bolivianas, egípcias, nigerianas, polonesas, irlandesas, australianas e britânicas.
As denúncias contra big techs levantadas pelas organizações da sociedade civil já têm movimentado ações de instituições públicas brasileiras e de campanhas políticas.
Na terça (13), o MPF (Ministério Público Federal) iniciou apuração sobre a moderação de conteúdo adotada pela Meta para averiguar se há irregularidade. O procedimento administrativo foi aberto após levantamento da organização CTRL+Z, que reuniu 1.121 bloqueios e restrições, a maior parte perfis que dão apoio a Lula.





