?ChatGPT da energia? acha em minutos de ?poste fake? a conserto mal feito
Você não deve usar modelos generalistas de mercado para atividades críticas. Na medicina isso pode levar à morte. Qualquer erro operacional no setor elétrico pode causar desde uma pequena queda de energia até um incêndio ou um acidente mais grave” José Paulo Ramos Fernandes, gestor de inovação da Cemig
Nos cálculos da Cemig, o EnergyGPT atinge uma acurácia de 90% em relação às normas brasileiras, contra cerca de 70% das IAs das gigantes do Vale do Silício.
Fora isso, o custo é menor: entre R$ 0,07 e R$ 0,10, enquanto as análises das soluções de mercado cobram em média R$ 1,10.
A explicação para o preço baixo é o próprio tamanho do modelo. Um ChatGPT carrega conhecimento sobre literatura, culinária e futebol que nunca vai usar na auditoria da instalação de um poste. O EnergyGPT não precisa saber receita de bolo —cada informação não carregada é poder de processamento que não precisa ser pago. O resultado é um modelo compacto, de 10 a 20 bilhões de parâmetros.
A arquitetura do EnergyGPT nasceu de uma empreitada iniciada no fim de 2023 por Cemig e o CEIA-UFG, um dos principais polos de IA do país. O investimento gira em torno de R$ 26 milhões, montante que incluiu a compra de um cluster dedicado de supercomputação equipado com servidores Nvidia DGX H100, os mais potentes à época, explica Arlindo Galvão, professor da UFG e cofundador do CEIA.
Segundo os responsáveis, quando o projeto foi iniciado, não havia nada parecido no Hemisfério Sul, apenas uma referência ainda em desenvolvimento vinda da China. Ao ser lançado, o EnergyGPT não foi a IA elétrica pioneira no Brasil, mas a mais ampla. Cemig e CEIA montaram uma base de dados do setor elétrico focada no Brasil e ensinaram o sistema a usar o jargão técnico em português, sem escorregar para termos em inglês.





