China autoriza Visa a criar empresa que operará pagamento com cartões – 13/10/2026 – Negócios
Bengalore (Índia) e Pequim
| Reuters
A Visa recebeu aprovação do Banco do Povo da China (banco central do país) para iniciar os preparativos para criar no país uma instituição doméstica de compensação de cartões bancários, encerrando anos de espera para entrar em um dos maiores mercados de pagamentos do mundo.
A medida representa um passo importante para que a Visa se junte às rivais American Express e Mastercard no setor na China, além de sinalizar uma abertura adicional do setor financeiro do país, rigidamente controlado.
A autorização foi concedida para a Visa Information Technology (Beijing), empresa de capital estrangeiro criada pela Visa na China.

Estande da Visa em um evento em Pequim
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Florence Lo – 28.nov.23/Reuters
“A aprovação de nosso pedido de preparação representa um avanço significativo no compromisso de longa data da Visa com a China”, afirmou o CEO da companhia, Ryan McInerney, em comunicado nesta terça.
A aprovação ocorre após a cúpula realizada no início deste ano, na China, entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, que contou com a participação de mais de uma dúzia de CEOs de grandes empresas americanas, entre eles os da Mastercard e da Visa.
“Valorizamos profundamente o importante papel dos líderes dos Estados Unidos e da China na busca por uma relação construtiva e estrategicamente estável entre as maiores economias do mundo”, declarou McInerney.
A Visa deverá concluir os preparativos no prazo de um ano e, depois disso, poderá solicitar autorização para iniciar suas operações, informou o Banco do Povo.
O banco central, em conjunto com o principal órgão regulador bancário do país, analisará o pedido e, caso o aprove, concederá uma licença para a atividade de compensação de cartões bancários.
UM GESTO DE BOA VONTADE?
A Visa esperava entrar no mercado chinês, dominado pela estatal China UnionPay, com uma participação acionária inédita de 100% em uma futura licença de joint venture, disseram pessoas ouvidas pela Reuters.
“Isso deve ser visto como um gesto de boa vontade de Pequim em relação a Washington antes do próximo encontro entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump”, afirmou George Chen, sócio e presidente da área de práticas digitais da The Asia Group. A expectativa é que os dois voltem a se reunir paralelamente ao Encontro de Líderes Econômicos da APEC, em Shenzhen, em novembro.
Um maior acesso ao mercado de serviços financeiros é há muito tempo uma prioridade para Washington, que tem pressionado Pequim de forma consistente a oferecer condições mais abertas e equilibradas às empresas estrangeiras que atuam no setor financeiro chinês, disse Chen.
A Mastercard, em parceria com a câmara de compensação local NetsUnion Clearing Corp, recebeu em 2020 autorização para se preparar para estabelecer sua operação de compensação de cartões bancários na China.
A joint venture da American Express no país foi autorizada a iniciar serviços de compensação de cartões bancários no fim daquele mesmo ano.
Na China, os cartões bancários processaram 4,6 trilhões de transações, no valor de 963,6 trilhões de iuanes (US$ 143,92 trilhões), em 2025, segundo dados do banco central, o que evidencia o enorme potencial do mercado.





