Starlink desacelera no Brasil, mas avanço sobre telefonia “acende alerta”
O principal obstáculo é a capacidade da rede. Analistas apontam que a companhia ainda não consegue atender a um grande número de usuários concentrados em uma mesma região sem comprometer a qualidade da conexão. Enquanto encontrou espaço para crescer em áreas menos povoadas, enfrenta mais dificuldades nas cidades, onde há maior concentração de pessoas e uma oferta consolidada de internet por fibra óptica.
A empresa, por outro lado, conta com uma vantagem que ultrapassa as fronteiras de cada mercado: seus satélites circulam sobre diferentes países, independentemente do número de clientes em cada um deles.
O mesmo satélite pode atender consumidores nos Estados Unidos e oferecer capacidade de conexão ao passar sobre o México ou o Brasil. Onde há capacidade disponível, a companhia pode cobrar menos para atrair clientes, desde que isso não provoque congestionamento.
“Ela tem uma capacidade grande e cobra um preço proporcional para ocupar essa capacidade. Se a capacidade aumentar muito, talvez baixe ainda mais os preços”, afirma Olmos.
A estrutura brasileira também é enxuta, baseada em vendas digitais e distribuição terceirizada. Diferentemente das operadoras tradicionais, a Starlink não precisa reproduzir uma extensa rede de lojas, equipes comerciais e instalações terrestres para conquistar novos clientes.
“Aqui no Brasil, tem uma operação e não tem quase funcionários”, diz Bernardo Guttmann, da XP Investimentos.





