Empresa de supercomputadores dobra produção para impulsionar ambições da Europa em IA
O pedido da França à Bull, um supercomputador que leva o nome da cientista da computação Alice Recoque, totaliza 94 racks e está sendo montado em paralelo com o LUMI-AI, o sistema finlandês de 388 milhões de euros e o maior contrato já assinado pela Bull. Os dois pedidos não poderiam ter sido produzidos simultaneamente antes da expansão, afirmaram os executivos.
A França concluiu a aquisição da Bull do grupo de TI Atos, que enfrentava graves problemas financeiros, em 31 de março, avaliando a empresa em até 404 milhões de euros. O motivo original foi estratégico, disse Le Roux. Na década de 1980, depois que os EUA pararam de enviar supercomputadores para a CEA, a agência nuclear da França, o país recorreu à Bull para construir as máquinas que eram usadas para simular testes nucleares.
A Bull construiu o JUPITER, a primeira máquina exascale da Europa, a classe mais rápida de supercomputadores, que atualmente opera no centro de Jülich, na Alemanha. O Alice Recoque, encomendado para a CEA, deve ser entregue em etapas a partir do final deste ano, a um custo de 554 milhões de euros para o governo francês e a União Europeia.
A fábrica de Angers monta sistemas utilizando processadores de Nvidia, AMD e Intel, ou componentes europeus, dependendo das demandas dos clientes. Os componentes fabricados na Europa representam 70% das máquinas que estão sendo construídas, um aumento em relação aos 20% a 30% registrados há cinco anos.
Por meio de uma parceria firmada em junho, a Bull e a taiuanesa Foxconn <2317. TW> também fabricarão os sistemas NVL da Nvidia em uma fábrica na República Tcheca, com a montagem final realizada na fábrica de Angers.





